sexta-feira, 23 de maio de 2008

Se para ser monárquico também é preciso gostar de touradas

Dizia-me há dias o Jorge, em brincadeira, que, para ser monárquico, também tinha que gostar de touradas e cavalos. Ora aqui fica a prova em como mesmo não nutrindo qualquer especial apreço pelas touradas, que me são bastante indiferentes, para representar Portugal no Parlamento Europeu, em Março de 2004, revesti-me de praticante dessa arte, no caso, de forcado. E eu que nem sou de Coruche, só fui para lá viver aos 14 anos, fui obrigado pela direcção da escola que frequentava a ir vestido de forcado em representação do Ribatejo e de Portugal, quando o meu Ribatejo das férias e de alguns fins-de-semana, é aquele de Ferreira do Zêzere, o que pouco tem a ver com touradas, bem mais influenciado pelas Beiras. Será uma tristeza se nem me humilhando desta forma conseguimos chegar aos 300 visitantes num dia!



6 comentários:

Pedro Fontela disse...

oh meu deus Samuel... que escola cruel :)

Agora a sério, isso parece as manias da nossa tv internacional que insiste em passar a mensagem lá para fora que a mulher tipica portuguesa é uma peixiera de buço e com as 7 saias e o tipico português um barril de bigode, ambos ignorantes claro. Esteriotipos mauzinhos...

Silvia disse...

foste em que mês? estive lá, nas mesmas funções, em novembro 2004

PS: mas a minha escola não me obrigou a ir vestida de beirã :p

José M. Barbosa disse...

Não acho nada humilhante. Antes pelo contrário. Pois...

Luísa disse...

À sua conta, caro Samuel, o meu contributo de hoje já deve andar pela dúzia de visitas! :-D

Samuel de Paiva Pires disse...

Se já fosse tão irreverente como o sou hoje Pedro, quando me disseram "se não fores vestido de forcado não vais mesmo", teria prontamente respondido "por mim tudo bem, é da maneira que também não ganham os 30 computadores que oferecem à escola à qual pertença o presidente da moção mais votada no euroscola"...ainda hoje devem estar na sala de informática da escola...

Seja lá como for acabei por trazer o primeiro prémio para Portugal, em parte pela minha habilidade no jogo, mas penso que também pela vestimenta. É que ainda me garantiu alguns elogios femininos...e se as holandesas e italianas eram bonitas...

Estive lá em Março Sílvia! Pois, mas olha que eu mais facilmente ia de beirão...É que não gosto muito de forcados...

Aquilo até acabou por ser engraçado, menos humilhante do que esperaria José, pior mesmo era quando tinha que ir ao WC...aquela cinta dá umas 20 voltas à cintura!

Muito agradecido Luísa, pelo elogio e pelo contributo :p)

Nuno Castelo-Branco disse...

E estavas muito bem!
Lembro-me de ter visto sempre os alemães da Baviera vestidos com os seus fatos tradicionais ao fim de semana e em plena Munique. É claro que não enrolam cintas vermelhas à volta dos rins, mas enfim, também não morreste por causa disso e os computadores deram imenso jeito à escola. Valeu a pena.
A nossa TV passa bastante a imagem do português abarrilado e bigodudo (tanto macho como fêmea), mas os arquétipos-preconceito estão aí e para nos rirmos um pouco com disparates, os:
-TODOS os franceses são porcos, têm narizes descomunais e as mulheres deles foram em algum tempo, trabalhadoras de bordel.
-TODOS os espanhóis cheiram a alho, são violentos , arrogantes e selvagens e as mulheres deles andam de vestidos às bolas, são histéricas e usam um pente esquisito enfiado no meio dos cabelos.
-TODOS os italianos são vigaristas, aldrabões e mafiosos.
- TODOS os alemães são frios assassinos profissionais.
- TODOS os russos são alcoólicos e torcionários.
- TODOS os americanos são atrasados mentais.
-TODOS os árabes são terroristas.
-TODOS os judeus são agiotas
-TODOS os nórdicos são malucos suicidas.
-Todos os ingleses são ladrões e bêbados.
-Todos os brasileiros são preguiçosos.
-Todos os chineses obrigam as mulheres a andar de pés enfaixados e torturam a torto e a direito.
-TODOS os japoneses são genocidas.
-TODOS os taliandeses ... enfim, nem digo.
-TODOS os indianos cheiram a caril, abanam a cabeça quando falam e nunca tomam banho.
e...
podáimos continuar por aí. Como o Pedro pode facilmente descortinar, o facto de sermos TODOS gordos, de bigode e chauffeurs de taxi, nada é se compararmos com a imagem que muitos outros têm.