terça-feira, 20 de maio de 2008

A minha Escola Primária

Há dias cheguei ao local de trabalho e disse que me iria ausentar por um curto tempo. Já há muito que alimentava o desejo de rever aquela que tinha sido a minha Escola. Armada de máquina fotográfica, lá fui; é perto...
Durante o caminho, que percorri diariamente dos seis aos nove anos (inclusive nos fins-de- semana, porque a casa da minha avó materna ficava mesmo ao lado) ia contente, porque as mudanças não tinham sido muitas; mas, chegada junto do edifício que fora a extensão da casa familiar, doeu-me a alma: só lá estavam ruínas. Ainda fiz algumas fotografias, mas apaguei-as de seguida. O choque foi muito grande.
Só consegui guardar a tabuleta indicativa de que a minha Escola tinha sido ali...

7 comentários:

O Réprobo disse...

Fica a memória, com a tabuinha a servir de "agenda do Passado". Claro que vendo a escola a fincionar nunca seriam as recordações da Cristina activadas, mas a tranquilização de ver continuidade.
Beijo

cristina ribeiro disse...

Pois. Mas no fim de tudo- que foi muito em pouco tempo- acabei por chegar a casa contente; apesar de não ter conseguido "guardar" as ruínas da escola...

mike disse...

Mais feliz que a Cristina, eu, ao ver as fotografias que o meu irmão tirou recentemente e podendo constatar que a minha escola primária, a Pedro Alexandrino da Cunha se mantém como a deixei há muitos anos na longínqua Angola. Bom uso lhe dêem, pensei na altura.

cristina ribeiro disse...

Mike, aquele é um edifício anterior a 1886: o que é realmente triste é ver como as nossas autoridades usam mal o dinheiro que, ao fim de cada mês não se esquecem de nos extorquir: as gerações de crianças que lá aprenderam a ler e a escrever... - um crime de lesa património!

ana v. disse...

É triste quando isso acontece, Cristina. A minha escola primária, um edifício bonito, foi toda recuperada e agora é uma biblioteca municipal. Talvez porque o presidente da Câmara tivesse andado lá...
Mas assim dá gosto, não é?

Um beijinho

cristina ribeiro disse...

Eis um belo destino para uma antiga escola, Ana.
Beijinho

Anônimo disse...

Muitos fentos