domingo, 25 de maio de 2008

Durante

anos a do Porto foi a única Feira do Livro que conheci. Quase sempre debaixo de chuva, que naqueles anos de criança as " casinhas" distribuíam-se pela encharcada Rotunda da Boavista.
Era uma alegria enorme quando, sempre ao Domingo à tarde, o meu pai dizia: "-vamos à Feira do Livro": que importava que chovesse a potes?
O primeiro livro que de lá trouxe, foi-me oferecido por um senhor de uma editora, que me deu a escolher entre dois livros, grandes e verdes- "Heidi" e "O Gnomo"; optei por este, mas lembro-me de ter chegado a casa a pensar que escolhera mal...
Seguiram-se, noutros anos, os livros da Condessa de Ségur. "Memórias de um Burro", para mim, "Os Desatres de Sofia", para a minha irmã...
Só muitos anos mais tarde iria conhecer a Feira do Parque Eduardo VII...

5 comentários:

Teresa Ribeiro (CF) disse...

Lobo Antunes foi aí acima e disse que acha a Feira do Livro do Porto mais pura...

Nuno Castelo-Branco disse...

Olhe, falando em Condessa de Ségur, ainda herdei a colecção que pertencia ao meu pai. Foi das primeiras coisas que li.

cristina ribeiro disse...

Olá Teresa.
E nessa época era mais molhada também, mas dizemos que " quem coorre por gosto não cansa" :)

cristina ribeiro disse...

Ainda um dia hei-de procurar esses livrinhos azuis de que tanto gostava...
Beijo, Nuno

João Pedro disse...

A vantagem da Feira do Porto é a de, ficando por ora no 2Palácio de Cristal", não se apanhar água em cima.
Com as confusões da Feira do Eduardo VII, a abertura do certame do Porto passou quase despercebida. Ah, e a representação da Leya é ridiculamente pequena.