quinta-feira, 10 de abril de 2008

A derrocada do "Pirata das Caraíbas" e o caos em Lisboa



No post anterior oferecemos uma imagem do edifício abandonado. Às duas da tarde de hoje, decidi fazer umas fotos daquilo que se passa numa enorme área da cidade, transformada num autêntico buraco negro para o tráfego rodoviário. Tudo isto devido à iminente derrocada do prédio.

A zona compreendida pelo Saldanha, Marquês de Pombal, av. da Liberdade, Estefânia e Campo de Santana, encontra-se gravemente afectada pelo caso "Pirata das Caraíbas". As ruas do Conde de Redondo, Luciano Cordeiro, Duque de Loulé e de S. José, com todas as suas transversais, entopem desde as oito da manhã às nove da noite. Todos os dias, desde segunda-feira passada. O serviço de ambulâncias dos hospitais de S. José, Capuchos e D. Estefânia, não conseguem superar as dificuldades de circulação e nem as sirenes são solução paliativa. A zona enlouqueceu devido ao tráfego, barulho, desordenamento generalizado nos estacionamentos e acessos. Um escândalo. É o preço da ganância, incompetência, dos conhecidos compadrios corruptores e da criminosa complacência das "autoridades". Esperemos que este caso seja exemplificativo e que se imponham medidas para remediar o mal que vem destruindo há décadas a nossa capital. Apelamos ao Sr. primeiro-ministro José Sócrates - aproveite pelo menos o período de pré-campanha em que entrámos - para que actue de forma célere e radical, doa a quem doer.

A Câmara Municipal de Lisboa não pode nem tem qualquer tipo de idoneidade para actuar de forma eficaz, porque como entidade zeladora do interesse público, possui tremendas responsabilidades naquilo a que quotidianamente assistimos. A CML é proprietária de centenas de grandes prédios em Lisboa, muitos deles votados ao abandono, como aquele no início da rua de S. Lázaro - um magnífico exemplar ao gosto parisiense - que ameaça ruir a qualquer momento. Não deixaremos de publicar fotos dentro de poucos dias.

Imagens: frente e traseira do Pirata das Caraíbas às duas da tarde de hoje (reparem na periclitante situação na zona do telhado, nas barreiras de protecção e nas ruas cortadas ao trânsito); a rua Conde de Redondo deserta e finalmente, o caos na Duque de Loulé e Luciano Cordeiro.

Um comentário:

Luísa disse...

É uma pena, Nuno, que os responsáveis consigam furtar-se à experiência diária do que é o caos do nosso trânsito em certas frentes, agravado por casos como o do «galeão». As coisas ficam como estão porque não os afectam directamente. Se o fizessem, outro galo cantaria.