domingo, 20 de abril de 2008

Pedaços do Minho

Teus lindos cabellos d'oiro
Estendidos formam um veu,
O azul que tens nos olhos
É cor que pertence ao ceu.

Se tu me quizesses bem
Como eu te quero a ti,
Fazias dos braços azas,
Voavas p'ra junto a mim.

Se te amo tenho guerra,
Se te deixo tenho dôr,
Antes guerra toda a vida
Do que eu te deixar, amor.

Meu coração, coitadinho,
Já deita sangue pisado,
A culpa tenho-a eu,
Amar-te demasiado.

(in«O Minho Pittoresco»)

5 comentários:

O Réprobo disse...

O Amor era o conchego ideal. Lembra-Se a Cristina da carta de Eça a Ramalho em que, odiando a Havana para onde fora mandado, dizia "Assim, eu de Portugal esqueci o mau - e constantemente penso nas belas estradas do Minho, nas aldeolas brancas e frias - e frias! - no bom vinho verde que eleva a alma, nos castanheiros cheios de pássaros que se curvam e roçam por cima do alpendre de ferrador..."
Beijo

Arrebenta disse...

Sobre o que está a acontecer no "As Vicentinas de Braganza", agradecia que nos visitassem, e se pronunciassem, caso vos interesse o nosso novo dilema/problema

http://asvicentinasdebraganza.blogspot.com/2008/04/nota-constitucional.html#links

cristina ribeiro disse...

Sempre, Paulo, mas nestas alturas, o aconchego é ainda maior ...; até o Eça o preferia ao clima quente das Caraíbas, apesar deste frio.
Beijo

a voz disse...

Um Hino ao Minho!
Beijo.

cristina ribeiro disse...

Um hino a lembrar-nos a riqueza que já tivemos, e que, aqui e ali, ainda podemos vislumbrar, este livro.
Beijo