domingo, 27 de abril de 2008

Domingo, 27 de Abril, uma da tarde

Domingo, 27 de Abril, uma da tarde. Na avenida Infante D. Henrique (Cascais), após a segunda rotunda, estava a chegar a casa da minha avó. Ia buscá-la para o almoço de aniversário da minha mãe e trazia comigo o cão dos meus pais, o Rapaz. Circulando a menos de 40 km/hora, fui quase abalroado por um carro de meninos Tunning que devem ter ficado muito contentes com o resultado da brincadeira. Apertaram-me contra o passeio, obrigando-me a embater num poste de electricidade, ao mesmo tempo que o airbag era accionado, deixando-me momentaneamente inconsciente. Fui acordado por uma senhora muito prestável que de imediato chamou o INEM e a PSP. Bastantes pessoas surgiram do nada (hora de almoço) e verifiquei com apreço, a solidariedade e pronta assistência daqueles desconhecidos. O cão estava em pânico e foi o primeiro a ser retirado da viatura, felizmente sem qualquer ferimento. Saliento a extrema prontidão - surgiram decorridos poucos minutos -, competência e amabilidade da brigada da PSP - gente correctíssima - e do INEM. Escoriações nos dois braços e na cara. Parabéns ao visível sucesso dos meninos brincalhões que por sinal, decerto pretendem ver legalizada a brincadeira tunningueira. Comigo obtiveram um full...

18 comentários:

cristina ribeiro disse...

Ainda bem, Nuno, que já está suficientemente bem para nos relatar essa "brincadeira" de mau gosto.
Num outro nível, claro, mas que lhe trouxe muitos transtornos(desde os documentos aos números de telefone gravados no telemóvel), uma minha irmã também foi vítima destes "engraçadinhos" que por cá estão já muito disseminados, pois que foi vítima de roubo por esticão, no Bairro Alto.

Mike disse...

Mas está tudo bem consigo, Nuno?
Espero que sim. Um abraço.

Samuel de Paiva Pires disse...

Espero que esteja tudo bem contigo Nuno! Pena ninguém ter visto a matrícula desses brincalhões. Triste país este...

Luísa disse...

Meu caro Nuno, manter, como manteve, o bom humor é, dizem, uma excelente via de recuperação. Quero crer, portanto, que o pior já passou. A lição fica de que, na estrada – como, se calhar, em tudo na vida – todo o cuidado é pouco… com os outros. :-)

Nuno Castelo-Branco disse...

Só fiquei aborrecido por ter avariado o carro do meu pai. Quanto a mim, já sei o que é sentir o rebentamento de um airbag na cara: um murro que me deixou KO. :)

LUIS BARATA disse...

Meu caro Nuno , espero que estejas já recomposto dessa " aventura ".
Os meus pais , ontem pelas 18h , iam sendo vítimas de uma situação semelhante , às mãos de um grupo de rapazes que seguia num jipe.
Infelizmente , não conseguiram anotar a matrícula.

Paulo Soska Oliveira disse...

Um abraço solidário Nuno.
Espero que esteja tudo bem contigo.

Não tenho palavras para descrever a minha opinião em relação aos atrasados mentais do tuning.

Eu dava-lhes era um Straight Flush nos tomates.

inem disse...

Caro Nuno,

apesar de não termos feito mais do que aquilo para o que o Serviço do INEM foi criado – socorrer o melhor que se sabe e pode quem necessita dos seus cuidados – é sempre um estímulo, para os profissionais envolvidos nesta missão, saber que o seu esforço e dedicação lhe proporcionaram os cuidados necessários.

Esperamos que se encontre em franca recuperação e reiteramos a motivação e disponibilidade deste Instituto e dos seus colaboradores para prestar cuidados de emergência médica a quem deles necessitar.

Melhores cumprimentos,

Ana F. S. Ros
Gabinete de Comunicação e Imagem
Instituto Nacional de Emergência Médica
Rua Almirante Barroso, 36 / 1000-013 Lisboa – Portugal
Tel. + 351 213 508 108 / Fax. + 351 213 508 183
e-mail: ana.ros@inem.pt
Internet: www.inem.pt

O Réprobo disse...

Meu Caro Nuno,
congratulo-me por não ter toda essa estúpida gracinha passado de um enorme susto. E quanto ao airbag, salvando vidas muito embora, pode ter efeitos desagradáveis. O estoiro de um, numa Pessoa que estimo, desencadeou uma doença no sistema nervoso, de que não mais se recompôs. Mas, claro, tinha mais trinta anos que o Meu Amigo.
Abraço

Anônimo disse...

Descupem lá...mas estou por fora totalmente. Que coisa é essa do "tuning" ?

JA

Demokrata disse...

Caro Nuno,

Isto é simplesmente falta de civismo, por parte desses chungosos que acham a chungaria um direito. Uma vez ouvi até um desses tunning's dizer não se sentia português só por não poder legalizar toda aquela aparelhagem ambulante. Enfim... liberdade uma palavra vã.

Votos de uma rápida recuperação.

Um abraço.

Nuno Castelo-Branco disse...

Para quem queira saber: o tunning, ou "tunagem" de um automóvel, consiste em querer que uma sardinha se pareça com um tubarão branco, ou um Renault 5, de tão kitado, iludir os incautos, assemelhando-se vagamente a um excêntrico Ferrari. Geralmente instalam iluminação piscante no interior, escapes gigantescos, pneus inacreditáveis - e chungosos, claro -, música aos berros, etc, etc. Enfim, transforma um carro normal num GTchulo...
Obrigado a todos, estou óptimo, só umas esfoladelas. Abraços.

António de Almeida disse...

-Em primeiro lugar espero que o Nuno esteja bem. Nada tenho contra o tunning, entendo-o como um mero exercício de estilo, alguns até com bastante bom gosto, a par de inúmeras aberrações, convém não confundir com os street racers, também eles com carros transformados, mas não apenas para efeito visual e sim para aumentar a perfomance do veículo. Normalmente são estes últimos a causar problemas, enquanto muitos adeptos do tunning que não têm estas práticas, reclamam porque ficam com a fama. Mas no caso em concreto nada sei, repito, espero que esteja ok.

PEDRO QUARTIN GRAÇA disse...

Absolutamente lamentável! Votos de pronta recuperação.

Pedro Quartin Graça

Nuno Castelo-Branco disse...

Bom, a coisa fica por aqui, ehehehehe, ainda não morri desta, nada de exageros. Muito obrigado a todos, mas não foi nada de especial. O cão assustou--se mais.

Joao Quaresma disse...

Felizmente que as consequências não foram graves, apesar do aparato. Folgo em sabê-lo. Agora, bate-chapa e tinta Robbialac. :)

Nuno Castelo-Branco disse...

Não, João Quaresma, o popó foi direitinho para a reciclagem. Já não tinha valor comercial e assim, o meu pai teve que ir ao stand. Ainda lhe dou problemas, como vê...

Joao Quaresma disse...

Isso é que já é mau. Não imaginava que as avaliações do valor comercial dos carros acidentados andavam tão drásticas. Os sucateiros e o Estado é que esfregam as mãos de contentes.

Melhor sorte para o próximo carro.