quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Do Combustões

Pergunto: conhece o Caro Amigo Cunha Porto alternativa a essa forma de arregimentar pessoas para a conquista do poder ? O que me parece é que as pessoas contra os partidos são, sempre, pessoas por "um só partido". Entre um partido que fica, fica, fica até ser atirado borda-fora e os partidos que vão ganhando ou perdendo lugares no parlamento há uma diferença. Os primeiros, quando chegados ao poder, encerram-se na ilusão da perenidade e acabam mal. Os outros, que se vão entretendo com coisas ordinárias e humanas como lugares para amigos e familiares, acabam como começaram: como agências de emprego para medíocres e desclassificados. É a partir desta atitude crítica e realista que me coloco fora de partidos, pois deles nunca precisei. Não quero é um partido que me viole a correspondência, me entre casa-adentro com mandado de busca, apreensão de livros e escritos, me tire o emprego e, ainda por cima, fale de valores, moral e outras coisas em que se especializaram os sistemas mono-partidários sempre à procura de inimigos reais ou imaginários. Neste particular, com a sua ânsia milenarista e escatológica de um fim para Portugal, a Geração de 70 foi um cheque em branco passado a pessoas, de direita como de esquerda, que entraram na vida pública detendo a fórmula mágica para os problemas do país. E o resultado ? A república ? A ditadura ? O 25 da Silva ? Redigo: a Geração de 70 estava prenhe de pulsões liberticidas e ainda vive. Onde ? Basta olhar para a presente situação.

Um comentário:

Cristina Ribeiro disse...

O Miguel está cheio de razão: a verdadeira democracia só pode viver de vários partidos, entre os quais possamos livremente escolher o que melhor servirá; o nosso drama é que a qualidade dos políticos é tão rasteira, mas tão rasteira, que não sabemos para onde nos virarmos.
Um beco sem saída...