Nos próximos dias 17, 18 e 19 o Instituto do Oriente do ISCSP promove uma conferência internacional, com a qualidade a que nos tem habituado, desta feita subordinada ao tema "China in the developing world: South and Southeast Asia, Africa and Latin America". Terá lugar na Fundação Gulbenkian e o programa pode ser consultado aqui. A não perder, um cartaz de luxo, com oradores das universidades de Oxford, Manchester, LSE, Columbia, Stellenbosh, John Hopkins, Academia Chinesa de Ciências Sociais, de diversas instituições e do ISCSP.sábado, 14 de junho de 2008
China in the developing world
Nos próximos dias 17, 18 e 19 o Instituto do Oriente do ISCSP promove uma conferência internacional, com a qualidade a que nos tem habituado, desta feita subordinada ao tema "China in the developing world: South and Southeast Asia, Africa and Latin America". Terá lugar na Fundação Gulbenkian e o programa pode ser consultado aqui. A não perder, um cartaz de luxo, com oradores das universidades de Oxford, Manchester, LSE, Columbia, Stellenbosh, John Hopkins, Academia Chinesa de Ciências Sociais, de diversas instituições e do ISCSP.sexta-feira, 13 de junho de 2008
Talvez menos um emplastro: Holanda 4, França 1
Um cão que ria,
Hoje de manhã acordei com a voz do actor, à conversa com Igrejas Caeiro.
Assinalavam-se os cinquenta anos da sua morte. E ele dizia que tinha um" cão engraçado", porque ria. E eu lembrei-me de todas as vezes em que ele me fez rir. A noitada de Santo António, e a alegria que lhe andava associada, chegou até nós muito pelo que deixou na tela:o manjerico para a Dona Rosa, o tostãozinho para o Santo...
Subscrevo completamente
Separadamente, as potências, como Alemanha, França ou Reino Unido, serão incapazes de evitar o respectivo declínio e enfrentar os problemas da competição política e económica internacional. Não têm escala. E a UE que existe resulta de negociações permanentes, onde os fracos sempre tiveram voz. Será que querem que os governos deixem de negociar?
Não sei o que é essa outra Europa que parece ter triunfado e espero sinceramente que tenham razão para estar contentes.
Tantos anos de Pessoa e continuamos tão provincianos
Se de aqui se concluir que a grande maioria da humanidade civilizada é composta de provincianos, ter-se-á concluído bem, porque assim é. Nas nações deveras civilizadas, o escol escapa, porém, em grande parte, e por sua mesma natureza, ao provincianismo. A tragédia mental de Portugal presente é que, como veremos, o nosso escol é estruturalmente provinciano. (in o Caso Mental Português)
Assim era em 1932. E hoje? Neste dia de celebração dos 120 anos do seu nascimento, quer-me parecer que se hoje fosse vivo não retiraria uma única vírgula às descrições da mentalidade provinciana portuguesa...
Devín
O Castelo de Devín (eslovaco: hrad Devín ou Devínsky hrad, alemão: Burg Theben) é um castelo situado em Devín, uma parte de Bratislava.
Enquanto castelo eslavo, construído no século VIII, desempenhou um papel crucial durante as guerras frequentes entre a Grande Morávia e os Francos. As frequentes teorias de que o Castelo de Devín tomara o centro do Império de Samo não foram ainda provadas.
Ainda assim, o Castelo tornou-se desde o século XIX, um importante símbolo nacional para os eslovacos. Encontra-se representado na moeda de 50 Halierov (meia coroa). Os húngaros consideram-no como o bastião ocidental do seu Reino.
No seu sopé encontra-se um monumento aos assassinados a tentar atravessar a fronteira a nado durante o regime comunista.
quinta-feira, 12 de junho de 2008
Ana Pauker, a sabuja romena de Estaline
"Trombetas precisam-se!", por Machado da Graça, do Correio da Manhã de Moçambique
Goste-se, ou não, disso, a causa de toda esta desgraça está no descalabro político e económico em que mergulhou o Zimbabué nos últimos 8 anos. E que atingiu o seu ponto mais horrivelmente alto neste período que se seguiu à primeira volta das eleições.
E, para que as coisas tenham atingido este ponto, contribuiu fortemente um fenómeno a que se tem designado por “diplomacia silenciosa”.
Há muitos e longos anos que essa peça de teatro mudo se desenrola à nossa frente, sem quaisquer resultados positivos a registar e, pelo contrário, com a lista dos negativos a crescer de dia para dia.
E, espantosamente, com os principais autores e actores da nossa cena internacional regional a dizerem que aquela política continua a ser a mais indicada.
Ainda recentemente o nosso Chefe de Estado dizia a jornalistas que a diplomacia necessária neste caso não era a do trombone.
Pois eu lamento dizer mas creio que, neste momento, a diplomacia de que a região está a precisar é mesmo a do trombone. E, se lhe pudermos acrescentar também as trombetas e outros instrumentos bem sonoros, tanto melhor.
Porque em Harare o governo ilegal é dirigido por alguém que, com a idade, parece ter ficado completamente surdo. E, se não foi a idade, foi resultado daquele velho provérbio que diz que o pior surdo é aquele que não quer ouvir.
Ora, no estado a que as coisas chegaram, parece-me óbvio que os dirigentes da região têm que obrigar Robert Mugabe a ouvir algumas coisas, quer ele as queira ouvir, quer não.
E uma dessas coisas é que ele tem que aceitar observadores às eleições de toda a parte do mundo e não apenas dos países da região.
É preciso dizer-lhe, sem margem para dúvidas, que os resultados eleitorais não serão aceites se não forem validados por observadores credíveis.
E é bom termos consciência de que, ao fazer isso, estamos a zelar não apenas pelos direitos dos zimbabueanos mas, igualmente, pelos de todos os povos da região.
Aceitar mais 5 anos de desgoverno de Robert Mugabe é abrirmos a porta para uma crise sem precedentes em toda a SADC.
É o que estamos a assistir na África do Sul a crescer e multiplicar-se por todos os outros países com fronteira com o Zimbabué. Entre os quais o nosso em posição de destaque.
É, muito provavelmente, o fim do sonho do Mundial de Futebol na África do Sul. E o deitar para o esgoto de todos os enormes investumentos que estão a ser feitos para o acolher.
Não só em 2010 mas durante muitos dos anos seguintes, até a África conseguir refazer o seu bom nome.
Neste momento, na minha modesta opinião, o que há a ser feito é travar, de forma eficaz, os distúrbios na África do Sul e, em seguida, conseguir uma mudança completa em Harare, que permita o retomar da economia zimbabueana, abrindo o caminho para que os milhões de zimbabueanos, que atravessaram as fronteiras, regressem ao seu país.
E, para isso, volto a dizer, já não bastam os murmúrios educados de Thabo Mbeki.
São necessárias as tais trombetas.
Se necessário, tocando mesmo alguma marcha militar, como tem sugerido o arcebispo Desmund Tutu.
File: Trombetas Precisam-se
Escrito a 25 de Maio de 2008
Esquecidos!
Os últimos soldados negros de Portugal
Apinhados
Em Berliets do Tramagal
Seguiam como contratados
Os últimos soldados negros de Portugal
Nas terras, em segurança
Á sombra da bandeira de todos
Ficavam as mulheres e as crianças
De camuflado
Granadas à cintura
G3 na mão
Seguiam humildes e contentes
Os últimos soldados negros da Nação
e regressavam, em glória
Humildes como sempre
mas cheios de vitória
e todos não sabiam
e nós todos não sabíamos
Que no puto
Se preparava a traição
Foram enganados
Os últimos soldados negros da Nação
Muitos juncaram os chãos das batalhas
Outros, varridos pelo vendaval da revolução
Foram esquecidos e abandonados
Nos campos de reeducação
Das bases do Rundum
Quase sós mas sempre altaneiros
Continuaram o combate
Com outras armas na mão
A servirem e a morrerem
Pela mesma e ingrata nação.
Rui Moio - 12Set06
Ainda a "raça"
Também o dia de Portugal tem muito mais a ver com Teófilo Braga e o partido republicano, do que com Salazar e o "fascismo", mergulhando no movimento da sociedade civil que, dinamizado por Ramalho Ortigão, originou as comemorações do centenário de Camões de 1880, reavivadas pelo "Ultimatum" e desenvolvidas pelo nacionalismo místico da I República. Por isso, para sublinhar o paradoxo, aqui deixo foto de Eduardo Gageiro, com um timorense enrolado numa bandeira portuguesa, enterrada no dia da chegada das tropas invasoras indonésias ao suco de Liquiçá e lá escondida até à libertação de Timor.quarta-feira, 11 de junho de 2008
A respeito da tal gaffe do "Dia da Raça"
"A hegemonia, ou o quase monopólio cultural da esquerda, na segunda metade deste século (...) assentou em vários factores (...) que vão da cumplicidade e solidariedade corporativas da "República das Letras" até ao papel de enquadramento ideológico e de relativo prestígio social que os modelos socialistas burocráticos atribuíram aos "intelectuais orgânicos"."
"Mas não se percebe a hegemonia e ditadura intelectual das esquerdas sem uma retrospectiva histórica das raízes do "totalitarismo" contemporâneo; isto sem esquecer, como demonstrou Talmon, que ele já tinha aparecido, na Revolução Francesa na Convenção e no Terror, consagrando a "democracia totalitária"."
"Por outro lado, a hipocrisia e amálgama funcionaram: os mesmíssimos literatos que absolveram o comunismo dos "crimes do comunismo" numa casuística de habilidade dialéctica, estão prontos a fazer a amálgama hitlerismo - fascismo italiano - Franco - Salazar - direitas - capitalismo em geral!"
"Assim em relação a um fascismo que nunca existiu, coloca-se o paradoxo da trave mestra do actual regime ser o anti-fascismo ideológico. Esta categoria é essencial para compreender a História política e a problemática da legitimidade do regime português: como nunca na chamada "direita" partidária, isto é, na não esquerda, tal questão foi substancialmente posta e se assistiu a exercícios por parte de personalidades e menos personalidades de apresentarem e manifestarem os seus créditos antifascistas, os comunistas e a extrema-esquerda guardaram uma importância muito maior, por um quarto de século, da que realmente tiveram, ou deviam ter e têm num país que contribuíram significativamente para empobrecer, num tempo em que tudo aquilo em que basearam a sua credibilidade está morto e enterrado. E isto porque contra toda a lógica e toda a racionalidade, a técnica da amálgama, bem servida pela demagogia de uns poucos e pela ignorância ciclópica de quase todos alimentada mediaticamente funcionou: a amálgama é Holocausto = Nazismo = Fascismo = Salazarismo = Nacionalismo = Direita ou lido ao contrário Direita = Nacionalismo, etc., etc."
Já agora, para quem queira ficar a saber um pouco mais sobre o conceito de raça, vale bem a pena ler este post do Professor Maltez, está lá tudo.
E a respeito da demagogia do BE (e também do PCP) ler este post do Nuno Miguel Guedes.
E por último, sabiam que no país dos nossos irmãos, bem mais dominado culturalmente pela esquerda, e bem mais multiracial, e também em Espanha e na américa de língua espanhola, se comemora o Dia da Raça? Enfim...é a "democracia" estúpido!
Já sei o que quero ser quando for grande...
Não perca
terça-feira, 10 de junho de 2008
Dia de Camões: a gaffe presidencial...








« Alma até Almeida»
Foi esta calma no passar do tempo que encontrei das vezes que lá fui, mas como essas idas aconteceram sempre no Outono e Inverno, não me foi dado ouvir aquele chilrear...
Onde está a mão invisível?
In a statement following the weekly meeting of the Saudi Cabinet, Mr Madani said the current price of oil was unjustified and pledged action to prevent further "unwarranted and unnatural" price hikes.
Se até já os próprios sauditas dizem que o preço do petróleo não se justifica, resta perguntar onde é que anda a mão invisível? Por este andar, qualquer dia os economistas ainda vão ter que deitar fora muita teoria sobre oferta e procura...
segunda-feira, 9 de junho de 2008
10 de Junho: o que foi, o que é e o que poderia ser.
Conservadores e a filosofia, de novo
O Homem moderno segundo nos quer fazer crer o professor Boot é naturalmente inferior e o seu único propósito desde o inicio da nossa era seria destruir o que o Homem Ocidental cria. Obviamente que temos alguns problemas com esta visão simplista:
1) Para um autor que pensa que o comunismo é satânico demonstra uma visão supreendentemente Hegeliana e Marxista (as duas forças monolíticas que se opõem, o individualismo que nem aparece...).
2) O tratamento dado a uma e outra cultura são desiguais; escolher o topo da criação artística moderna como Bach e depois comparar com o pior que se faz hoje em dia é intelectualmente desonesto, tal como comparar um modelo teórico da monarquia benéfica do passado (inteiramente imaginária) e comparar com os piores regimes que existiram é jogar com as emoções de repulsa do leitor
3) Boot inventa uma noção de perseguição ao tradicionalismo sem nunca investigar muito fundo o porquê (para ele basta-lhe o modelo discutido em 1)). Abandono não é perseguição, por muito que os conservadores torçam o nariz.
4) O notório em todo o livro é a ausência de qualquer reconhecimento que qualquer erro tenha sido cometido pelo Antigo Regime (monarquia absoluta). Mais cego é o que não quer ver.
Por mais que leia e estude não vejo qualquer lógica às queixas do movimento conservador... até os seus filósofos se baseiam em retórica, generalizações e conclusões imaginárias sobre o sentido da história sem demonstrar grande capacidade de criação filosófica ou de investigação histórica.
Espuma dos últimos dias
Agora que o foco sobre o Maio de 68 passou
Ficámos a conhecer pelo Demokrata um excelente texto do Professor Olavo de Carvalho, de onde destaco:
“O Maio de 68 impôs o relativismo moral e intelectual a todos nós. Impôs a idéia de que não existia mais qualquer diferença entre bom e mau, verdade e falsidade, beleza e feiúra. Sua herança introduziu o cinismo na sociedade e na política, ajudando a enfraquecer a moralidade do capitalismo, a preparar o terreno para o inescrupuloso capitalismo das regalias e das proteções para executivos velhacos.”
Reagindo com indignação a essas palavras, o ativista-historiador Tariq Ali – ele mesmo um dos agitadores de 1968 – exclama: “Não me venha com essa, Sarkozy!”. E, imaginando brandir contra o presidente francês argumentos irrespondíveis, pergunta: “Então, nós é que somos responsáveis pela crise do subprime , pelos políticos corruptos, pela desregulamentação, pela ditadura do livre mercado, pela cultura infestada por um oportunismo descarado, pela Enron, pela Conrad Black, entre outras coisas?”
Mas a resposta a essa pergunta é, incontornavelmente, “sim”. O movimento de 1968, que na verdade começou em Harvard em 1967, marcou a conversão mundial da esquerda aos cânones da “revolução cultural” preconizada por Georg Lukács, Antonio Gramsci e os frankfurtianos. A ambição da militância, daí por diante, já não era tomar o poder, nem muito menos implantar o socialismo. Estas metas eram adiadas para depois de conquistado o objetivo primordial: destruir a civilização do Ocidente, corroer até à extinção completa as bases culturais e morais sobre as quais tinha se erigido o capitalismo. Ora, o que é o mais bem sucedido sistema econômico, quando amputado de seus fundamentos civilizacionais e reduzido à pura mecânica das leis de mercado? É um mundo de riqueza sem alma, um inferno dourado.
Sentido
ao princípio, não era o Estado, mas o Homem, donde será o Estado a ter de se humanizar e não o Homem que se tem de estadualizar (José Adelino Maltez in Sobre o tempo que passa)
Talvez os que se preferem estadualizar devessem ter isto em consideração, antes que seja tarde demais e lhes virem as costas os que se preferem humanizar e o povo que naturalmente prefere a humanização do Estado...
A respeito dos cheques dentista para grávidas e idosos
07.06.2008 - 17h53 - Maria Leonor Bettencourt, Combra
Não percebo os problemas dos dentistas mas percebo os preços deles quando cobram por um implante de titânio com coroa 1500/1600/1800 euros.Assim, em Janeiro consegue-se ir 10 dias ao Brasil com hotel e viagem por 800 euros e um implante numa clínica universitária de reconhecido mérito por 800 euros. Ou seja, por 1600 euros ponho um dente e ainda faço umas boas férias. Se os dentistas portugueses querem ser competitivos têm urgentemente de fazer preços que justifiquem a não ida ao Brasil. E não venham com o argumento dos custos dos materiais que ,sendo iguais aos do Brasil , são tão caros aqui em Portugal. Não colhe os vossos argumentos para justificar a exploração que fazem. Em resumo, vou ao Brasil.











