quarta-feira, 12 de março de 2008

Ainda um rescaldo atrasado do debate no Prós e Contras

Agora sim, depois de ter assistido à repetição e tirado algumas notas, me presto a fazer uma breve análise do que achei mais interessante neste debate.

Quanto à afirmação de Medeiros Ferreira de que o Rei traz dentro de si o princípio da desigualdade entre os cidadãos de um país, já num post detalhado tratei desta questão.

Em relação ao argumento da hereditariedade, o professor Maltez deve ter assustado muita gente quando perguntou se queriam que começasse a apontar quantos no parlamento são netos, bisnetos, trisnetos de longas tradições dinásticas e hereditárias. É uma daquelas propagandas demagogas do republicanismo português, o iludir o povo com a igualdade e com o francesismo de que todos somos iguais, pelo que qualquer um pode ser chefe de estado. Acreditam mesmo nisto? É que na prática a teoria é outra, como diz o professor Maltez, já que não há coincidência entre a lei escrita e a prática da lei.

Nesta República os Presidentes da República continuarão a ser "históricos" dos dois partidos do centrão (até aposto que Durão e Guterres estarão já na calha para serem Presidentes da República), e basta circular entre os meandros do poder e da sociedade lisboeta (que concentra o poder político de Portugal), para perceber que são todos "gente de bem" e de longa tradição hereditária quanto à presença na teia relacional do poder que é o actual estadão. A meritocracia há muito que se perdeu, e os canais de acesso ao poder e de mobilidade social estão praticamente vedados e restritos a uns poucos, os das castas do regime, e bem ilustrativa disto é a afirmação de Luís Coimbra de que "estamos numa Europa sem europeus, porque já quase ninguém vota, e estamos numa democracia sem povo, porque o círculo do poder está fechado".

Assumo-me particularmente elitista realista e aristocrático idealista neste ponto. Mas antes que comecem aí a bradar aos céus, vou explicar o que quero dizer, é que tenho que necessariamente ser elitista de forma realista, pois todas as teorias das elites nos explicam que sempre houveram, há e sempre haverão elites, e quanto a isso sou extremamente realista. Não sou como os demagogos que se assumem pela igualdade entre todos, mas sabem que se mantêm no topo da "cadeia" e metem a igualdade na gaveta todos os dias, porque sabem que eles constituem a elite do regime, apesar de não gostarem de ouvir isso. E sou igualmente aristocrático na medida em que considero que só aos aristos, isto é, os melhores, deveria ser permitido o exercício da arte e ciência da polis, o que só pode ocorrer num sistema verdadeiramente meritocrático e desprendido de caciquismos e pseudo-elitismos, como é típico em Portugal, onde as elites pudessem ser elites na verdadeira acepção da palavra, que só faz sentido se conjugada com a noção de aristos. E quanto a isto, a questão nem se põe entre república e monarquia, põe-se que de forma realista, e como mostra a História, dificilmente este idealismo se poderá alguma vez passar em Portugal, como tive oportunidade de demonstrar, incorrendo na incorrecção, passe a expressão, de me citar a mim próprio:

É o mesmo sistema que se verificou entre 1877 e 1900 em Portugal, durante o período do Rotativismo entre Progressistas e Regeneradores (período que alguns autores consideram extensivo ao prévio período do regime de Fusão e ao posterior período da Monarquia terminal), onde já se verificava esta tendência e outras bastante actuais como o facto de os líderes dos dois partidos se alternarem na liderança do governo e do Crédito Predial, à semelhança do que acontece hoje em dia com a CGD, ou o facto de determinados indivíduos e famílias, se prolongarem indefinidamente através do património genealógico na teia relacional de influências que é o aparelho estatal, aqueles que segundo Dostoievski pertencem ao Estado Superior, esse conceito abstracto e artificial de diferenciação dos homens, que reprime a meritocracia e caracteriza o Portugal dos pequeninos com a mania das grandezas, em que reina a incompetência e a demonstração daquilo que não se é, numa permanente verificação do que Pessoa sumarizou na ideia de que “Não há nada mais provinciano do que tentar ser cosmopolita”.

Mas continuando, guardo com especial relevância a eloquência de Teixeira Pinto ao proferir que contrapondo 800 a 100 anos de História "Um povo sem memória é um povo sem futuro", argumento a que Medeiros Ferreira se rendeu. Assim é de facto, o século XX, desde 1910, conseguiu apagar a nossa verdadeira memória enquanto nação. Esteve sempre ao melhor nível, compenetrado e com um olhar gelado, quase intimidador. Uma surpresa agradabilíssima, até pelo conhecimento de teoria política que demonstrou, citando inclusive Maurice Duverger, politólogo francês que afirmou que a mais pura monarquia no mundo contemporâneo é a Norte-americana. Touché. É o único tipo de alternativa que ponho com igual seriedade e convicção quanto a opção monárquica, nisso assumo-me como presidencialista, e em certos casos, até federalista. Mais do que presidencialista, e por vezes federalista, de forma ainda mais importante, assumo-me como um bicamaralista, passe o neologismo. Se há algo que ainda se pode fazer para salvar o actual regime é instituir uma segunda câmara parlamentar com um papel essencialmente consultivo, que se dedique à fiscalização do poder e assuma os verdadeiros desígnios do superior interesse da nação, bem na senda dos checks and balances de Montesquieu, e da ideia de Popper de que em democracia não interessa saber quem manda, mas sim como controlar o poder de quem manda.

O Daniel Oliveira que se orgulha de ter um Presidente da República filho de um gasolineiro, afirma que nascermos livres e iguais é a base da democracia electiva. Não sei se o Daniel já teve contacto com a escola norte-americana de ciência política contemporânea, nomeadamente sobre a teoria da democracia, em especial, Schumpeter, Dahl, Rustow, Larry Diamond, Huntington. É que há uns quantos pontos essenciais a ter em vista quanto ao conceito de democracia.

Para começar, temos que deixar de falar nesta democracia de "abóbadas fechadas", como diz António Reis, e de fundamentos filosóficos utópicos, pois há que concretizar no papel e na cabeça das pessoas o que é a democracia. Confundir democracia com eleições, tal como se faz por cá, leva a graves deturpações. E parece-me que também António Costa Pinto, que até dá aulas num mestrado de Política Comparada, ou não sabe bem o que anda a fazer, ou sabe perfeitamente que deturpou aquilo que muito bem conhece, ao afirmar que do ponto de vista da teoria política a república é o regime mais democrático (tal como O Corcunda, também não dei por Costa Pinto ter sido nomeado curador da disciplina).

É que o ramo da ciência política que é a política comparada, dedica-se essencialmente ao estudo comparado da democratização, um área que teve particular utilidade durante a Guerra Fria, partindo desde logo de uma distinção fulcral entre democracias electivas e democracias liberais, contributo fundamental de Larry Diamond.

Confundir democracia essencialmente com eleições tem levado a deturpações, a mostrar que o professor Maltez está carregado de razão quando afirmou que os piores totalitarismos vieram de repúblicas. É que só para citar uns exemplos actuais, a Venezuela ou o Paquistão são efectivamente democracias, mas democracias electivas. Schumpeter e Dahl definiram um grupo de princípios mínimos para considerar uma democracia como electiva, nomeadamente consubstanciando-se numa série de características como a existência de uma sociedade civil, direitos, liberdades e garantias, liberdade de expressão, existência de oposição político-partidária e possibilidade de livre competição pelo voto. Quanto às verdadeiras democracias liberais contemporâneas, já parte da acepção de cada um do que pode ser adicionado a este ponto de partida.

Qualquer um que estude esta área sabe que não se confunde o conceito de democracia com definições de regimes, não há mais democracia numa república do que numa monarquia, e vice-versa, pelo que António Reis incorre numa tremenda demagogia de efeitos propagandísticos nefastos quando afirma que referendar a repúbica seria como referendar a democracia, a mostrar como o espírito ditatorial está bem impregnado nos homens do regime, de tão bem instalados que estão, cada vez mais autistas em relação às necessidades da nação.

António Reis foi aliás bastante profícuo em afirmações interessantíssimas, como a analogia da abóbada, para demonstrar que até países muito pluralistas têm um défice de legitimidade democrática. Mas alguém nos quer fazer crer que o Reino Unido ou Espanha são menos democratas que nós? Ou colocando a questão de outra forma, alguém acredita que este regime é mais democrático que o desses países? Talvez seja este o problema do regime actual, a carga que é colocada sobre a aparente democraticidade do sistema supostamente conferida pelo Presidente da República. O problema é que é só mesmo aparente, até porque não há uma verdadeira consciencialização e implementação da prática democrática pelos portugueses, e prova disso são as constantes demonstrações dos pequenos ditadorzinhos e salazares que vivem dentro de cada um de nós, os tais micro-autoritarismos sub-estatais de que o professor Maltez fala, e que todos sabemos bem que nos caracterizam enquanto povo de matriz política essencialmente absolutista, que começam no porteiro ou segurança de uma qualquer empresa ou ministérios, e só terminam bem lá em cima ao nível dos administradores e governantes.

António Reis seguiu ainda com a linha de que o seu racionalismo não cede perante afectividades, sentimentos e critérios estéticos, respondendo ao professor Maltez que os regimes não se podem deinir na base do amor. Bom, de facto só posso tirar uma conclusão disto, parece-me que os livros que já li sobre a maçonaria, que aparecem cheios de ideais, sentimentos e uma enorme carga simbólica e estética que impregna a ciência arquitectónica, especialmente quanto ao GOL, ressalvando a sua preocupação com a fraternidade entre a humanidade, devem ser uma falácia total. E mais não me atrevo aqui a dizer, porque falar da maçonaria é sempre um assunto delicado, como todos sabem.

Quanto a Ribeiro Telles, um verdadeiro monárquico com um elevado sentido de estado, note-se a extraordinária afirmação de que a ética republicana é simultaneamente a monárquica, simplesmente não assumindo é a república. É isto que deve deixar muita gente confusa que não entende porque é que os monárquicos são também republicanos, é que assim não pode deixar de ser, para voltar a haver monarquia terá que ser sob a forma republicana do Estado, a tal república com Rei tão falada no programa.

Só para finalizar, realço ainda as palavras de António Sousa Cardoso quanto às críticas por parte dos republicanos por os monárquicos se basearem em sentimentos, e por depois criticarem que a maioria dos países na lista dos 10 ou 20 mais desenvolvidos do mundo sejam monarquias, dizendo que são coincidências. Pois está claro, coincidências sim senhor.

Se alguns dizem que quanto a Portugal é efectivamente uma coincidência que não sejamos tão desenvolvidos, afirmando que isso se deve à mentalidade dos portugueses, então só nós dão mais um argumento. É que um Presidente da República estará sempre dentro do jogo, dificilmente se consegue colocar na situação de árbitro e de representante da nação, não tendo por isso uma legitimidade alargada para actuar no sentido da mudança de mentalidades, e um Rei sim, enquanto representante de um todo superior às partes, terá sempre um papel fulcral quanto à mudança de mentalidades.

Para concluir, deixo apenas como nota final os meus parabéns à RTP, não só pelo programa, mas por se terem descuidado (será?) com o microfone de Medeiros Ferreira. Fica para a História a sua reacção às afirmações do professor Maltez, "este gajo é um anarquista e ainda diz que é de direita". Delicioso. Só mostra como as nossas élites (como dizem os brasileiros, de forma pejorativa), não percebem nada disto, teimosos que são na ditadura das suas demagogias.

Dusty Springfield


A Dusty era bonita e tinha boa voz. Recordo-me como se fosse hoje, de ouvir esta canção no Rádio Clube de Moçambique. Era ainda um miúdo de uns 6 ou 7 anos. Bons tempos.

Separatismos, eleições espanholas e Kosovarices

As recentes eleições espanholas, vieram demonstrar a dicotomia entre a realidade da política decidida pelas outrora chamadas maiorias silenciosas e o frenesim mediático baseado em ficções. Ainda há poucos dias, o reino vizinho era geralmente apontado como uma réplica da antiga Jugoslávia, uma "prisão de povos" (termo aliás que fora aplicado à Áustria-Hungria, Checoslováquia, Rússia imperial, entre outros desaparecidos Estados). Quem ouvisse o sr. Rovira, era tentado a crer verdadeiramente na inevitabilidade da secessão catalã, enquanto o problema basco estaria tacitamente resolvido com uma separação consagrada por um próximo referendo. Foi sobretudo, um terrível revés para a imprensa sensacionalista que por cá bem conhecemos.

Os piores prognósticos goraram-se e os partidos nacionais, os da unidade de Espanha, venceram de forma esmagadora. O PSOE - que não pode ser acusado de pretender destruir a criação dos Reis Católicos Fernando e Isabel, consolidou as suas posições, ao mesmo tempo que aumentava a sua votação de forma substancial, precisamente no País Basco, Catalunha e Baleares. O ERC, considerado como ameaça e equivalente - sem dúvida mais belicoso e ainda mais arrogante - ao "nosso BE", foi triturado e deixou de ter uma expressão que decida qualquer arranjo governamental. Simultaneamente, o PP conquistou posições naquilo a que nos habituámos a chamar Espanha propriamente dita, isto é, Castela, Aragão e País Valenciano. Boas notícias para Portugal. Sem conflitos internos de maior, os nossos vizinhos poderão combater de forma mais eficaz a crise económica que consiste numa enorme ameaça para o nosso país, porque os governos de Lisboa foram ao longo dos últimos vinte anos, fazendo depender a nossa economia daquela além fronteira. Um erro crasso e fácil de prever. Uma outra aposta noutros pontos do mundo e em economias emergentes da "zona portuguesa" africana e sul-americana, diversificariam a economia, tornando-a menos dependente dos problemas internos do parceiro hegemónico.

A secessão do Kosovo, dá-se numa conjuntura muito específica da situação criada nos Balcãs pela derrota do comunismo. Derrota que não sendo apenas política e económica, foi sobretudo, moral. Num post publicado há umas semanas e referente ao tema do Kosovo, vincava a necessidade da comunidade europeia dar uma especial atenção à Sérvia. Sendo, confesso, um atlantista convicto, neste caso discordo totalmente da posição norte-americana. A Sérvia é o único Estado herdeiro da defunta Jugoslávia, com uma certa consistência histórica. Nos finais do século XIX, lutou pela sua independência, afirmou a sua identidade, resistiu ao ataque austro-húngaro e alargou-se em direcção a norte, fruto do beneplácito dos EUA e da desastrosa política francesa do Diktat de Saint Germain e de Trianon. A Eslovénia e a Croácia, foram praticamente anexadas e se excluirmos a efémera e fictícia construção do reino da Croácia erigido por Ante Pavelic e Aimone da Sabóia (1941-45), os territórios que passaram a integrar a Jugoslávia, careciam de uma forte identidade e daquele desígnio comummente aceite e professado por uma expressiva maioria da população, de construir um Estado próprio no conjunto internacional. A Jugoslávia foi e assim se manteve sempre, como um Estado sucessor. Neste âmbito, realcemos apenas o caso montenegrino, que sendo um dos vencedores da Grande Guerra, foi igualmente e de forma coerciva incluído na Eslávia do Sul dirigida por Belgrado.

O caso do Kosovo é muito complexo e de impossível resolução. A colonização do território - pois disso se tratou - ao longo das últimas décadas, pressupôs uma radical modificação da estrutura étnica e assim, o chamado berço da pátria sérvia, passou a contar com uma forte maioria albanesa. A posição americana parece concertar-se no sentido da obtenção de uma posição vantajosa no campo militar e político. Militar, porque o Kosovo situa-se numa reconhecida posição estratégica, no novo mapa criado pela implosão da defunta URSS. Politicamente, o apoio a um "país islâmico", torna-se num maravilhoso instrumento de propaganda junto das desinformadas massas dos seguidores de Maomé, sempre sequiosas de alegadas desafrontas ao Islão. Os EUA, surgem assim como os defensores de três Estados muçulmanos em plena Europa, como a Albânia, a Bósnia e o Kosovo, ao mesmo tempo que dificultam a coesão da acção dos "Grandes" parceiros europeus, mais divididos que nunca.

A posição portuguesa, tem-me parecido bastante sensata. Se a omissão da tomada de uma posição poderá parecer espúria à luz da tradicional ética da diplomacia de antanho, as novas realidades impõem sem dúvida, novas soluções. Assim, o silêncio é a melhor opção e uma paulatina mas breve retirada dos contingentes nacionais - e sua colocação onde o interesse português é óbvio-, deve ser uma prioridade. Aliás, ainda não constou em qualquer chancelaria, que o novo Estado do Kosovo pretende aderir à CPLP...

Somos aliados dos EUA e do Reino Unido. Somos e continuaremos a ser. No entanto, não podemos ser obrigados a imolar-nos no altar dessa aliança e decerto Bismarck concordaria com este princípio.

Num mundo onde o sentido da oportunidade e da realpolitik parece ser a pedra basilar das relações internacionais, uma posição contemporizadora para com a Sérvia, pode trazer-nos dividendos onde mais nos interessa: na Rússia, a superpotência que está de regresso à mesa onde se tomam as grandes decisões e se joga o destino comum dos homens. O telefone vermelho do Kremlin foi reactivado.

Um rescaldo atrasado do debate no Prós e Contras

Acabo de assistir à repetição do programa Prós e Contras desta semana. Tenho uma página de em word com várias notas. Como a hora já vai avançada e amanhã é dia de conferência sobre a independência do Kosovo, comprometo-me a deixar durante o dia uma reflexão alargada sobre a questão em debate, em alusão a algumas afirmações no programa.

terça-feira, 11 de março de 2008

O rescaldo do debate no Prós e Contras


Mais de duas horas de debate entre monárquicos e alegados republicanos, levam-nos a algumas conclusões:

1- A falta de preparação do campo da Situação, onde apenas Medeiros Ferreira conseguiu captar a atenção dos espectadores e isto, principalmente, devido à sua proverbial bonomia e espírito conciliatório. É um senhor do "antes destes", honra lhe seja feita.

2- O esvaziamento das "sumidades" jornalísticas que, habituadas a entrar-nos em casa várias vezes por semana, não justificaram minimamente uma alegada categoria para participar no debate. Banalidades, chavões, ódios recalcados e bem visíveis, apologia pouco disfarçada do regicídio, etc. Nada de novo, até porque o assunto a tratar não era decerto uma qualquer noite da má língua, ou as transfegas de águas do charco futebolês em que o regime mergulhou o país.

3- A declaração mais importante, veio afinal, da boca do regente ou Sumo Sacerdote António Reis: democracia sim, mas aquela que eles querem e impõem e sem qualquer possibilidade de referendo! Somos reféns da vontade de uma meia dúzia de iluminados? O velho argumento dos Limites Materiais, absurda criação de Jorge Miranda (1975-76), retira aparentemente, qualquer possibilidade de uma futura modificação da forma de representação do Estado, mesmo à revelia da vontade popular. Num exame de Direito Constitucional - que bem poucas saudades me deixou -, tive a oportunidade de dizer a J.M., que me parecia ser um erro histórico. É que o antigo artigo 290 (hoje 288, julgo), propicia um possível retorno à instabilidade do regime, ao contrário do que possa parecer. A ilusão de uma certa acalmia e consolidação das actuais instituições, advém, sobretudo, do simples facto de Portugal hoje pertencer à Europa comunitária. Os fundos e as sanções pesam e muito. As situações de ruptura violenta, nascem infalivelmente, do afunilamento de hipóteses para a resolução pacífica de conflitos de interesses ou da própria organização do Estado. Uma Constituição generalista é em regra susceptível de larga aceitação e perenidade. A nossa História é pródiga na demonstração desta verdade (as Vilafrancadas, as Belfastadas,os Dezembrismos, as Saldanhadas, as Patuleias, as Archotadas, os Sidónios, 28 de Maio, 25 de Abril, etc). Ninguém é dono da democracia, muito menos aqueles que dela beneficiando, são fautores de desprestígio das instituições e da própria existência do Estado como entidade soberana. O seu tempo passou e lembro-me aqui daquele lema "Depois de Vós, Nós"!
Na verdade e dada a situação a que o país chegou, o referendo será feito, mas Como e Quando nós quisermos. O mais irónico é que os senhores da Situação acabarão por aceitá-lo, porque terão uma oportunidade airosa para alijar culpas e retirar-se a gozar as benesses recebidas ao longo de décadas e sem recriminações de maior. É uma tradição nacional. Reconciliação sem ajustes de contas. É apenas uma questão de tempo e não de "se".

4- Os monárquicos no debate. Teixeira Pinto, Castro Henriques e Adelino Maltez, devem ser o pior pesadelo para o campo situacionista. Informados, cultos e moderados, desfazem completamente a velha imagem do "monárquico de reposteiro" (bem vi alguns sentados na plateia) que habitualmente desmerecem a Causa. O Patriarca da Monarquia, Ribeiro Telles, decerto a acusar o peso da idade, mas sempre pronto à liça, incorruptível e talvez, um dos poucos homens decentes do regime. No entanto, custa-me reconhecer que muitos não entendam a claríssima e basilar mensagem de Maltez que por ser tão óbvia, parece tornar-se de difícil (?) percepção. Inacreditável cegueira ou calculismo imbecil? Sejamos condescendentes: talvez a confusão não passe de simples ignorância e burrice.
Este debate foi finalmente, o enterro de uma certa corrente "monárquica de salão", que tanto mal fez à Causa, composta maioritariamente por lunáticos excêntricos, pedantes de baixo coturno e portadores de anel de brasão encomendado nas casas da especialidade da Rua do Ouro. Foram despejados e bem podem ir fazer rapapés ao Poidimani. Estão ao mesmo nível.

A simples realização e tempo dispensado a este debate quer dizer muito. Embora já o esperasse, admirei-me pela fraca - e aqui não estou decerto a ser parcial - prestação dos homens da república. Salvou-se Medeiros Ferreira, que aliás, pareceu ter um pé no campo oposto. Não é insólito. A Restauração, pode muito bem, vir a ser a última hipótese de salvação da própria democracia.
Uma única discordância relativamente aos monárquicos Teixeira Pinto e G. R. Telles. Deram garantias de jamais procurarmos derrubar a república pela força. Decerto, sempre fomos legalistas. A excepção será apenas uma e decerto unânime entre os portugueses: qualquer tentativa - como subrepticiamente se vai indiciando em certos sectores todo-poderosos- de promover uma qualquer União Ibérica, deverá ter como resposta uma sublevação, seja ela de cariz civil, militar ou, na melhor das hipóteses, de ambos os sectores da sociedade. E aqui, os monárquicos estarão na linha da frente. Disto estamos certos e este facto não merece qualquer comentário supérfluo.

*Nota final. Tive um grande prazer em voltar a ver, após mais de trinta anos, o meu antigo colega da Escola Primária de Moreira de Almeida, de Lourenço Marques. O Miguel Otto sempre foi monárquico, tal como eu. Não mudou. Ainda bem.

segunda-feira, 10 de março de 2008

Lisboa Arruinada (12)


Pequeno, modesto, mas característico prédio da rua de Andaluz, na intersecção com a Duque de Loulé. Preparam-se para o demolir e substituir por um exemplar decerto idêntico ao que surge mais à esquerda na fotografia. Esta zona parece condenada à total destruição.

Notas Soltas

Tenho andado um pouco ocupado pelo que ao correr da pena deixo umas breves notas:

1 - A manifestação dos Professores: É pena não terem invadido a Assembleia da República, um golpe de Estado teria imensa piada. De notar que os cem mil não eram todos professores, sei de várias pessoas que participaram na manifestação e não são professores. Não estou com isto a querer diminuir o impacto da manifestação, muito pelo contrário, é de realçar a coesão que as medidas impopulares deste governo têm provocado na sociedade Portuguesa. Porém a Ministra parece irredutível, vamos ver quanto tempo se mantém no lugar.

2 - O Dia Internacional da Mulher. Acho isto abjecto. Contaram-me que também há um Dia Internacional do Homem. Se o há é igualmente abjecto. Isto não promove a igualdade, porque o próprio Dia é em si próprio uma forma de diferenciação. Mas pronto vá, fica bem, e as mulheres merecem.

3 - Estive hoje numa conferência que contou com o professor Narana Coissoró e a Presidente da Amnistia Internacional, Cláudia Pedra, como oradores, dedicada ao tema da universalidade dos Direitos Humanos. Disparei uma série de argumentos, mas os activistas de Direitos Humanos são demasiado tribais, na distinção que o professor Jaime Nogueira Pinto faz. Os híbridos são os que procuram o equilíbrio. Os tribais são os que querem mudar o mundo radicalmente, a tal ponto que se tornam demasiadamente perigosos, é uma espécie de idealismo com palas nos olhos. Aquele tipo de tribalismo que leva a conflitos de grande escala.

4 - Não poderei assistir ao debate do Prós e Contras hoje. Irei tentar ver a repetição amanhã, mas fico a contar com a blogosfera para fazer a cobertura.

Hoje Prós e Contras, a não perder!

Esta noite, Paulo Teixeira Pinto confronta António Reis, num debate entre Monarquia e república. É um inédito na televisão portuguesa.

Lisboa Arruinada (11)

Espectacular prédio no 273 da 5 de Outubro (péssima data), mais um exemplar de influência parisiense. Já emparedado, aguarda a infalível demolição. Ao que chegámos!

Lisboa Arruinada (10)


Uma futura vítima a abater, ao cimo da Duque de Loulé e antes de entrarmos na Praça José Fontana. Reparem no mamarracho à esquerda. O sonho dos senhores que em nós tripudiam, é transformar Lisboa num enorme pardieiro de alumínio, marquises de lata e vidros espelhados. desde que lucrem com a façanha, é claro.

Do Combustões

domingo, 9 de março de 2008

Comemorações no Rio: uma valente tapona nos "intelectuais" lisboetas


As comemorações evocativas da instalação da capital portuguesa no Rio de Janeiro (1808), são uma inegável lição a todos aqueles que durante muitas décadas - não nos esquecendo das sumidades que já mortas há mais de um século - contribuíram para a criação da Lenda Negra da alegada "fuga".
A grandeza e aparato cerimonial, os encómios e os agradecimentos por parte dos académicos, políticos e homens da informação brasileiros, são largamente compensadores da miséria e mesquinhez moral daqueles, que nesta terra pretendendo educar, contribuem para o rebaixamento da nação, o enraizamento do preconceito e da mentira fundamentada em decrépita ideologia. Uma vez mais e para sempre, obrigado, Brasil!

sábado, 8 de março de 2008

Adenda à imagem 6


Uma vista mais completa do "castelo das Bruxas", na Duque de Loulé.

Lisboa Arruinada (9)

Mais um prédio a aguardar a destruição. Situa-se exactamente diante da casa (8) anteriormente mencionada e é um típico exemplar daquilo a que se chamava "prédio de rendimento", próprio do final da Monarquia Constitucional. Os vizinhos informam que pertence ao sr. Belmiro de Azevedo. A ser verdade e conhecendo as características das construções pela SONAE apadrinhadas, sabemos bem o que poderá crescer naquele terreno. Mais uma infâmia.

* Peço desculpa por a imagem surgir caída. Não domino estas novas tecnologias e não há maneira de fazer "rodar" a fotografia. paciência.
* Situação anterior entretanto já resolvida.

Lisboa Arruinada (8)


Pequena, mas bonita casa de família, situada na união da Duque de Loulé, com a Luciano Cordeiro. Parece ser construção da viragem do século, e já possui autorização para "construção nova", sórdido eufemismo inventado pela corrupção generalizada que nos vai roubando a cidade. Esta casa foi sede da Editora D. Quixote, de Snu Abecassis. Não existe forma de a salvar?

Lisboa Arruinada (7)


Mais um extraordinário prédio devoluto, fechado há anos e que aguarda demolição. Construído na viragem do século XIX/XX, possui uma fachada rica, com elaborados estuques e os apartamentos são de enorme dimensão. Este prédio situa-se também na Duque de Loulé (artéria mártir em pleno centro da capital) e as suas traseiras e parte lateral direita, dão directamente sobre a Rua de Santa Marta. Os interessados podem assim, ter uma ideia da colossal dimensão do edifício. A arrolar pela tal Comissão a ser criada urgentemente. O Arquitecto Ribeiro Telles decerto estará de acordo.

Lisboa Arruinada (6)


Dois prédios na Duque de Loulé, um já praticamente demolido e outro que aguarda o seu triste fim. No primeiro (verde água), situava-se a Galeria Camilo-Eça, um centro de tertúlias literárias e políticas, pertencente ao arquitecto Rui da Palma Carlos, pessoa extraordinariamente simpática e generosa. O meu irmão Miguel e eu próprio, muitas vezes o visitámos e é com grande pena que vemos hoje, um prédio que foi tão bonito, reduzido a uma parede e a uma varanda. O que se terá passado, para que tenha sobrado ainda alguma coisa? Um embargo? Espero que sim e que pelo menos, reconstruam a fachada.
O edifício contíguo é muito interessante, com janelas em ferradura, vidros coloridos (a lembrar Tiffany) e algo de misterioso, como se tratasse de um castelo, ou uma "casa de bruxas". Merece recuperação total, exterior e interior.
* Por detrás da arruinada fachada verde, podemos facilmente verificar o lixo que se vai construindo na cidade, fruto da ambição do lucro, da falta de preparação e mau gosto. Ralé de vigaristas, é o mínimo que posso dizer.

Lisboa Arruinada (5)


Mais uma futura vítima dos criminosos que vão de forma muito profissional, desmantelando a nossa cidade. Este edifício situa-se na Duque de Loulé, diante da Sociedade Portuguesa de Autores. O rés do chão possui um espaço comercial, outrora uma padaria, com paredes forradas a mármore (?). As águas furtadas têm um acabamento "à parisiense". Não será possível criar-se um "Movimento pela Indignação" que o salve?
* Reparem no prédio recentemente construído e contíguo ao devoluto. Horrível, com uma fachada a lembrar um mictório público. A demolir urgentemente!

Quando o autismo e a pressão levam à perda da noção do estado das coisas

O ministro dos Assuntos Parlamentares, Augusto Santos Silva acusou, ontem à noite, em Chaves, à entrada para uma reunião sobre os três anos de Governo, os manifestantes de estarem a levar a cabo uma intimidação anti-democrática e atribuíu o combate pela liberdade apenas a "históricos" do PS. O ministro acusou ainda os manifestantes de "nem sequer saberem distinguir entre Salazar e os democratas" e de nem terem "lutado contra o fascismo".

Portanto agora as manifestações são intimidações anti-democráticas? Estou esclarecido sobre a surreal falta de bom senso por parte do senhor Ministro. Mas não satisfeito continuou:

"A liberdade é algo que o País deve a Mário Soares, a Salgado Zenha, a Manuel Alegre... Não deve a Álvaro Cunhal nem a Mário Nogueira", afirmou Santos Silva, acrescentando que estes "lutaram por ela antes do 25 de Abril contra o fascismo, e lutaram por ela depois do 25 de Abril contra a tentativa de tentar criar em Portugal uma ditadura comunista", sustentou.

Para começar não existiu fascismo em Portugal, mas vá-se lá explicar isto a alguém que tem palas nos olhos e que não se dedica a ler um bocadinho. Mas, portanto, ficamos a saber que os militares ou outros como Sá Carneiro, nada fizeram em prol da (aparente) liberdade em Portugal. São opiniões claro, mas agora eu pergunto-me, então e a quem é que o país deve a decadência deste regime supostamente tão livre? O que é que o país fez para merecer tão ignóbil classe política? E a quem é que deveremos recorrer desta feita para nos livrarmos desta gente? Espero que não seja ao PS, mas como o poder é o maior afrodisíaco, pelas palavras do ministro parece que já se preparam:

"E se for preciso defender outra vez, como defendemos em 75, a liberdade em Portugal, o Partido Socialista, posso garantir, estará na linha da frente da defesa das liberdades públicas".

A seguir com atenção

José Penedos acredita que Portugal, Espanha e a França se podem assumir como alternativa à Rússia no fornecimento de gás ao centro da Europa. O presidente da REN – Redes Energéticas Nacionais, numa entrevista que será publicada segunda-feira no Jornal de Negócios, diz que a Comissão Europeia poderá ter um papel decisivo nesta matéria.

Esta pretensão apesar de exageradamente ambiciosa poderá ter os seus frutos a nível da integração das redes de gás dos vários países, permitindo ainda o suprimento de uma parte, embora pequena, das necessidades energéticas europeias. Vamos aguardar.

Dar uma no cravo e outra na ferradura

A Bielorrússia está em processo de expulsão da embaixadora norte-americana do país, tendo ainda decidido, obviamente, chamar de volta o seu embaixador em Washington.

Engraçado é que ao mesmo tempo que desafia os norte-americanos, pisca o olho aos europeus. Devem ter aprendido com os realismo brasileiro em termos de política externa. Só que no caso da Bielorrúsia ainda há que ter em linha de conta a inserção geográfica, a proximidade da Rússia.

Tão amigos que eles são

A crise diplomática entre Colômbia, Venezuela e Equador acabou assim com apertos de mão, em vez do envio de 10 batalhões de tanques por parte de Chávez para a fronteira com a Colômbia.

Gosto especialmente desta afirmação do presidente Venezuelano neste encontrou que sanou as relações entre os países envolvidos:

“Our government only wants peace,” said President Hugo Chávez of Venezuela, who this week had sent 10 tank battalions to Venezuela’s border with Colombia, called Mr. Uribe a mafia boss and threatened to nationalize Colombian companies in Venezuela.

O Sol quando nasce não é para todos

Agora a Abkházia também quer ser reconhecida como Estado soberano, depois de também a Ossétia do Sul ter solicitado à ONU o reconhecimento da sua independência, no seguimento da proclamação da independência do Kosovo.

Serguéi Markedónov, analista do Instituto de Análise Política e Militar de Moscovo, responde desta forma:

Hoy muchos desearían que Moscú reconociera las “regiones rebeldes”. Sin embargo, cualquiera que sea el desenlace (incluso si el Kremlin se niega a apoyarlos y Kosovo nunca obtiene reconocimiento internacional) el conflicto georgiano-abjazo o armenio-azerbaiyano exigirán sus principios de regulación. Aunque solo sea porque el factor Moscú es secundario. Moscú puede financiar a la élite de las formaciones no reconocidas o puede (como sucedió en 1995) declarar el bloqueo a Abjazia. El Kremlin puede “universalizar” el caso de Kosovo o puede no hacerlo. Pero mientras la élite de las repúblicas no reconocidas no esté convencida de la ventaja de una resolución pacífica de los conflictos, no se avanzará hacia la solución. Desde hace algunos años repetimos que el “caso de Kosovo es único”. Hoy llegó la hora de decir “los casos de las repúblicas no reconocidas de la ex URSS son únicos”. Cada uno a su manera, pues ni pueden reducirse a una fórmula común ni dependen demasiado del comportamiento de los kosovares ni de los expertos en tecnologías políticas del Kremlin.

sexta-feira, 7 de março de 2008

Palavras do general Ramalho Eanes

"Significa esta posição que nem toda a Espanha política e civil tenha interiorizado, como se esperaria e desejaria que, como disse Heerero de Miñon, ... o monarca vitalício e hereditário está melhor colocado que qualquer magistrado electivo para ser absolutamente neutral e independente..., para estar acima de todas as segmentarizações políticas e ser o garante da continuidade e unidade nacional, indispensável, esta até para manter os militares democraticamente nos quartéis".

Palavras a reter, principalmente devido ao facto do general ter sido presidente da república. Sabe bem do que fala.

ÚLTIMA HORA ! Dótora, Camões e Tio Patinhas

Consta que uma conhecida dótora da nossa praça, recebeu como prenda, uma cópia da primeira edição dos Lusíadas. Será? Hummmm, lá se vai juntar aos oito volumes do Alamanaque Tio Patinhas, à encadernação da Corin Tellado, à boneca das Sete Saias da Nazaré, ao Galo de Barcelos e ao lindo touro em peluche (com guizo), recordação de uma viagem a Sevilha. A marquise vai ficar mais composta, não há dúvida...

Do Combustões

O grave problema, cara Carla Quevedo, é que as razões que enumera para o autismo da blogosfera - certíssimo - se manifesta na forma como se comportam aqueles que teriam a obrigação de a alargar, de a vivificar e abrir. Como em tudo - ah, grande miserabilismo - o clube dos opinadores que macaqueia o jornal, a tv e a rádio não cita e não comenta quem não participa nos tais "encontros espontâneos" das "forças vivas da blogosfera" - onde é que já ouvi isto ? - fingindo, simplesmente, que o interesse de um blogue se radica no conta-gotas do noticiário hora-a-hora e na afirmação pública da adesão a ideias em voga. Para desabafo - faço-o sempre sem hipocrisia - informá-la-ia que nunca recebi um mail, um telefonema ou um cartão para ir aos tais encontros ajantarados, pois este blogue - pessoal, que lê quem quiser, mas não faz parte de qualquer clube - não se submete ao ferrete do nihil obstat de nenhum protector. E assim ficarei !

Miguel Castelo-Branco in Combustões

1 de Setembro de 1986, uma Foto com História


Foto com História
Arrumando alguns papéis antigos, descobri esta fotografia de 1986. Estava na Berlim dividida e sendo o aniversário do desencadear da II Guerra Mundial, resolvi posar junto da grade divisória que impedia o acesso ao monumento do exército russo. Em Lisboa estávamos em pleno verão e nada me fazia supor que na antiga capital alemã, a temperatura máxima era de apenas 1 grau positivo. Ao fundo, a Porta de Brandeburgo, ainda ocupada pelos soldados soviéticos. Uma época felizmente ultrapassada.

Saudade...


Companheiras e Companheiros, fica aqui o registo oficial do abraço que com saudade envio para terras lusas.
Apenas mais dois meses, e prometo que de novo estaremos no sítio do costume a comentar a actualidade, quiçá com Secretários de Estado ao lado?


Um obrigado muito especial ao Nuno, que tem impulsionado uma dinâmica imparável ao blog.

À Nossa!

Conferência/Debate - A Independência do Kosovo

Todos os que pretendam estar presentes nesta conferência/debate onde iremos ter as duas perspectivas, a favor e contra a independência do Kosovo, serão bem vindos.