domingo, 24 de fevereiro de 2008

Cinco anos de Marretas

Os Marretas andam na blogosfera há cinco anos. Parabéns da minha parte para um dos poucos blogs que me consegue fazer rir das desgraças deste país que m'atormentam, mesmo antes de me ir deitar que é para expurgar os pensamentos com umas valentes gargalhadas e não ter pesadelos com o Sócras e o Menezes.

Um tal mal-estar difuso

Dizia eu aqui que comentaria mais em detalhe esta questão. Porém, pouco mais há a dizer, a não ser o que já toda a gente sabe, que Sócrates vive num qualquer país das maravilhas só seu, que os actuais governantes reijeitam o vemos, ouvimos e lemos, e que qualquer coisa talvez esteja para acontecer em Portugal. Ou não, porque tal como Pulido Valente afirma, «O destino de Portugal é, como sempre foi, apodrecer ao Sol». É que os regimes políticos Portugueses sempre caíram por dentro, sempre caíram de podridão. Não sei até que ponto já estaremos a chegar a um nível tal que se possa já afirmar que caminhamos para um qualquer tipo de revolução.

Não posso no entanto deixar de assinalar a revolta dos professores que saíram à rua em manifestações espontâneas organizadas apenas por sms, e-mail e blogs, e não por centrais sindicais e afins, a crescente incompatibilidade entre os próprios partidos Progessista e Regenerador, perdão, Socialista e Social-democrata, e o caricato caso do António-que-fez-a-lei-que-agora-o-apanhou-Costa, que, ao que parece, irá recorrer da decisão do Tribunal de Contas, caso que não tem piada nenhuma se pensarmos que a Câmara Municipal de Lisboa parece desde há algum tempo a esta parte encontrar-se numa vertiginosa queda no abismo, uma espécie de fuga para a frente a adiar o inevitável. Estes são apenas alguns dos sintomas mais visíveis desse tal mal-estar.

Voltas trocadas

Ainda há uns dias a ONU manifestava que o problema do Kosovo passava agora a ser responsabilidade da União Europeia, quando na sequência dos violentos acontecimentos em Belgrado, não só o staff da embaixada norte-americana começou a retirar, como também os representantes da Comissão Europeia decidiram pela mesma via.

Para variar, parece que quem tem um importantíssimo papel a desempenhar é a NATO, e a prová-lo estão as palavras de José Lello, actual presidente da Assembleia Parlamentar da NATO. É nestas alturas que se deixam de ouvir umas certas alminhas iluminadas que dizem não entender porque a NATO ainda existe, porque se mantém mesmo após o fim da Guerra Fria.

Merecida homenagem

A que os filhos de Francisco Lucas Pires prestam no ano em que passam 10 anos sobre o seu falecimento. Para ler, aprender e recordar.

Afinal parece ser uma brincadeira dos insurgentes

Aquele que à primeira vista parecia um ataque de hackers que teriam tomado O Insurgente parece, pelo menos segundo o que diz o Paulo Querido e os comentários no Blasfémias, uma brincadeira dos próprios Insurgentes. Aguardam-se desenvolvimentos.

sábado, 23 de fevereiro de 2008

O que é isto?

O Insurgente parece ter sido tomado por alguns hackers de extrema-esquerda ou coisa que o valha. Será brincadeira ou será mesmo a sério? Isto devia ser investigado por quem de direito. Se são comunas, como aparentam, só demonstram mais uma vez a sua mesquinhez e aquilo que sempre os levou e leva ao ridículo, o pensamento único e a negação de tudo o resto com que não concordem, o que frequentemente intentam através da rejeição de um princípio basilar da nossa sociedade livre e democrática, a liberdade de expressão. Se tentarem abrir a página aparece esta mensagem:

O Insurgente capitulou; comemoremos, camaradas!

Num momento em que as atenções do mundo se voltam para a terra dos nossos bravos irmãos cubanos, e do nosso grande comandante que se retira da presidência para entrar na história, a blogosfera portuguesa entra num novo e revolucionário momento.

O inimigo foi derrubado. A maior expressão do que há de mais abjecto no pensamento político e económico em Portugal, manifestado pela internet, não resistiu. O Insurgente capitulou ante a investida da única ideologia que coloca o Ser Humano acima dos interesses mesquinhos do capitalismo imperialista do neoliberalismo mundial: o socialismo.

O Insurgente capitulou; comemoremos, camaradas!

Não mais assistiremos aqui à defesa mesquinha do livre mercado, que causa desemprego em massa e lucros para os empresários burgueses; da banca nacional e internacional, que viola os cidadãos de bem; do estado mínimo, que beneficia os ricos e deixam os pobres ainda mais miseráveis à mercê de sua própria sorte. Sabemos que o neoliberalismo capitalista é uma pistola fumegante que, nas mãos de um bando guerreiro de foras-da-lei, não hesita em esmagar as soberanias nacionais e a autodeterminação dos povos. Um revólver, apontado às nossas cabeças, paira sobre cada um de nós. E se quem mata é assassino, não esquecerão os juizes que foram os insurgentes a disparar o primeiro tiro.

O Insurgente capitulou; comemoremos, camaradas!

Os insurgentes, lacaios do grande capital, fascistas em suas pretensões, autoritários em seus desejos, representam a face mais hedionda da direita eloqüente que pretende dominar o debate na blogosfera. Eles representam a derrocada da civilização e são o sintoma mais claro e grave da crise da Humanidade. A estratégia deles é a mais letal e perigosa para as sociedades. Querem impor o domínio económico, político e cultural de nações imperialistas, nomeadamente dos Estados Unidos. Suspeitamos,inclusivamente, que os Insurgentes sejam sorrateiramente financiandos pelos americanos imperialistas.

O Insurgente capitulou; comemoremos, camaradas!

Eles eram parte integrante e instrumento da chamada globalização neoliberal. Uma das engrenagens do sistema de poder imperial, completamente rendidos à lógica do mercado. Agora, foram vencidos!

O Insurgente capitulou; comemoremos, camaradas!

Acreditamos que o Ser Humano é dotado de razão, consciência e responsabilidade. Com uma estupidificante arrogância religiosa e uma retórica alarve, os insurgentes conseguiam ser desprovidos de todas essas qualidades. Por isso, capitularam; por isso foram vencidos; por isso, foram exterminados! É o culminar do irreversível progresso da liberdade e da civilizazão e a vitória do socialismo!

O Insurgente capitulou; comemoremos, camaradas!

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

No retorno à capital

Desta feita a caminho de Lisboa e com pouca bateria no portátil aproveito só para notar que é irónico António Costa ver-se "apanhado" pela própria lei que desenvolveu, que é engraçado ver Sá Fernandes a dizer que o empréstimo concretizar-se-á seja de que forma for (e depois Salazar é que era ditador), e que com esta nova contestação da SEDES, a juntar à de Garcia Leandro, cada vez mais se intensifica o cheiro, como me dizia há uns dias o Nuno. Cheira-se que alguma coisa está para acontecer neste país. Safou-se bem na reacção o Presidente da República, enquanto Vieira da Silva veio demonstrar aquilo que já se adivinhava, o autismo dos que não percepcionam nem entendem as "forças profundas" da sociedade.

Mais logo prometo comentar estes acontecimentos com mais detalhe, embora ainda aproveite já para referir as vitórias de Sporting e Benfica na Taça UEFA, e o lamentável afastar do Braga. Como sportinguista, começo a estranhar tanta vitória seguida. E é que ontem jogaram bem.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

A Maldição dos Partidos

O preenchimento da agenda de plausíveis escândalos mediáticos, colocou em discussão, a sempre adiada questão do financiamento partidário. Numa opinião pública volúvel e receptiva a qualquer assunto que envolva os seus imaginários carrascos em questões nebulosas ou terrenos movediços, o problema agora em discussão, decerto despertará a atenção de muitos, envolvendo aquilo que é o móbil máximo de todas as sociedades modernas: o dinheiro.

Em Portugal, o ano de 1910 viu cair um regime de Liberdade, sob o fogo cruzado de vagos ideais sebastianistas de redenção e uma suposta e totalmente falsa questão de alegado "desvio" de fundos. Já temos essa experiência e por vezes a sociedade parece querer repeti-la.

Não existe democracia sem partidos, tenham as contradições que tiverem, aliando-se ou mosqueteando-se entre si. É um princípio aceite pela esmagadora maioria daqueles que se interessam e participam na coisa pública e tão mais verdadeira é aquela constatação, quando se conclui que mesmo os sistemas monistas ou monocromáticos, se organizam naquilo que não sendo verdadeiramente um Partido, se autodenomina como tal. É que a própria definição Partido, pressupõe indiscutivelmente a existência de um contraposto, mais ou menos hostil e de outros, talvez menos influentes, mas também decisivos na conformação de um quadro participativo, onde existe liberdade de pensamento, acção e associação.

Os Partidos não são entidades de exercício de democracia directa, nem nunca o poderiam ser. Existem e são os alicerces do Estado, que através de disposições gerais e geralmente consagradas - salvo algumas excepções - num texto, a Constituição, estabelece o padrão de comportamento e os limites da acção da esfera individual de cada um e de entidades colectivas, sejam elas de índole económica, política, etc. Embora seja hoje pertinente questionar a verdadeira natureza das relações entre a finança, media e os Partidos - promiscuidade que alguns indiciam já como uma nova forma de oligopólio -, as organizações partidárias são a garantia da pluralidade, entendendo-se esta no seu sentido mais lato, isto é, extravasando o mero âmbito da opinião política e abrangendo toda a actividade humana, seja ela artística, social ou económica.

A grande questão do momento, parece ser a do financiamento, com dinheiros públicos, das existentes organizações partidárias. É certamente, um tema caro aos agitadores de ocasião, isto é, a todos aqueles que pretendem apenas uma informação sumária, de cabeçalho de jornal gratuito que lhe permite dois dedos de conversa na padaria, café ou tasca da esquina. Enfim, um regalo para a má língua e que para cúmulo da felicidade, atinge os bolsos do homem comum.

A democracia tem um preço e esse preço é alto, sendo contudo, amplamente compensador. É que a dependência face aos chamados intelectuais, supõe infalivelmente, o arrastar de submissões e de passividades pelo medo do escárnio geral. Pressupõe a programação, sob rajadas de fogo mediático, de preconceitos, de sentimentos de inferioridade e de desigualdade de tratamento. A febre doutourite que campeia em Portugal, tem os seus direitos de autor e os seus titulares estão muito bem instalados na vida, ocupando lugares - geralmente em organismos dependentes do Estado -, de uma forma que raia a sinecura. A sua coacção moral - sendo uma ínfima minoria -, é avassaladora e transformou a massa em meros espectadores, ocasionalmente consultáveis, mas sem verdadeiro poder real. Assim, a existência dos Partidos permite o exercício da ambição, do querer subir, mandar, enfim, de participar. É esta afinal, a maior ameaça aos donos e fazedores das ideias e da moral. Será assim tão negativa esta existência partidocrática, como agora tanto se esbraveja por aí?

Creio que o financiamento aos Partidos devia ser encarado com naturalidade e de forma absolutamente livre e aberta. Nada existe de errado, no caso da atribuição de um donativo por parte de uma entidade empresarial, se esta contribuição for clara, contabilizável, declarada. Imediatamente surgirão vozes tonitruantes, agitando o sempre apetecível Adamastor da Máfia, ente tão mais temeroso, porque imaginário, logicamente obedecendo a desígnios ocultos e corruptores da pureza da habitual "pequena vida" do cidadão indefeso. As pessoas querem e acreditam nisto. No entanto, a existência das organizações partidárias, pressupõe a defesa de interesses, logo susceptíveis de estímulo por parte de sectores que neles se revejam. Será moralmente discutível? Talvez, mas é a realidade quotidiana e já tem séculos.

Por outro lado, o financiamento estatal dos Partidos, garante a pluralidade do arco político constitucional e mesmo daqueles, que existindo como tal, pretendam, sem evidentemente o declarar à sociedade, a extinção de todos os outros (como o PCP ou o neofrénico BE).

Hoje, somos uma sociedade onde existe o poder por todos reconhecido, aquele poder tradicional, organizado sob a forma política ou económica. No entanto, esse poder é hoje mais difuso, existindo outros que, não sendo imediatamente palpáveis - passe a expressão -, possuem uma grande relevância social. O acesso aos meios de comunicação, sejam eles os velhos jornais e TV, ou aqueles que as novas tecnologias nos proporcionaram - telemóveis, net, acesso imediato à informação estrangeira, por exemplo -, criaram um novo espaço de discussão e de acção que por vezes é imediata (lembremo-nos do ocorrido em Madrid, quando do ataque terrorista). É um alargamento sem precedentes, da fronteira do exercício da liberdade, mesmo implicando a participação daqueles que não a querem. É essa a grande novidade do nosso tempo. Contudo, os Partidos continuarão, por muito tempo, a ser a âncora deste sistema de participação e livre circulação de ideias, projectos ou fantasias. Não podemos nem devemos querer deles prescindir. Há que pagá-los e encarar o facto com toda a naturalidade.

O Estado a que chegámos

Quando os liberais admitem a falta de "jeito" para o liberalismo em Portugal; e porque o Samuel, há uns dias, viu a coisa pelo prisma errado.

Do Combustões

Pergunto: conhece o Caro Amigo Cunha Porto alternativa a essa forma de arregimentar pessoas para a conquista do poder ? O que me parece é que as pessoas contra os partidos são, sempre, pessoas por "um só partido". Entre um partido que fica, fica, fica até ser atirado borda-fora e os partidos que vão ganhando ou perdendo lugares no parlamento há uma diferença. Os primeiros, quando chegados ao poder, encerram-se na ilusão da perenidade e acabam mal. Os outros, que se vão entretendo com coisas ordinárias e humanas como lugares para amigos e familiares, acabam como começaram: como agências de emprego para medíocres e desclassificados. É a partir desta atitude crítica e realista que me coloco fora de partidos, pois deles nunca precisei. Não quero é um partido que me viole a correspondência, me entre casa-adentro com mandado de busca, apreensão de livros e escritos, me tire o emprego e, ainda por cima, fale de valores, moral e outras coisas em que se especializaram os sistemas mono-partidários sempre à procura de inimigos reais ou imaginários. Neste particular, com a sua ânsia milenarista e escatológica de um fim para Portugal, a Geração de 70 foi um cheque em branco passado a pessoas, de direita como de esquerda, que entraram na vida pública detendo a fórmula mágica para os problemas do país. E o resultado ? A república ? A ditadura ? O 25 da Silva ? Redigo: a Geração de 70 estava prenhe de pulsões liberticidas e ainda vive. Onde ? Basta olhar para a presente situação.

Sugestões de leitura

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Corta-fiteiros mudam de poiso

O Corta-Fitas encontra-se agora nos blogs do Sapo.

Nota Verbal

Sai Fidel e enCASTROu-se Ramón

Tudo normal, na ilha dos furacões. O progresso material espelha-se nos enormes e reluzentes espadas americanos estacionados à porta das grandes mansões coloniais recém restauradas. As lojas de artigos de luxo, rivalizam com os hipermercados a abarrotar de produtos saídos das unidades de produção socialista. Os trinta e cinco partidos convocam sessões de esclarecimento, afixam enormes outdoors onde surgem risonhas e bem nutridas faces de candidatos às eleições gerais. A moeda cubana ultrapassou o Dólar americano e rivaliza com o Euro na corrida ao entesouramento pelos grandes bancos mundiais. A polícia política , há muito transformada em ASAE, vigia pela excelência dos serviços a prestar aos miseráveis turistas que dos países capitalistas, vêm vislumbrar essa Nova Atlântida, erguida sobre o colossal pensamento progressista de Lenine. É esta a Cuba de hoje, ao escutarmos os ditirambos aplicados pelos comentadores dos media, ao reformado señor Fidel Castro. Este, confortavelmente instalado numa suite com ar condicionado, continua vigilante. Entre uma muda de algália e uma limpeza às escaras, vai velando pelo porvir do gigantesco putódromo em que transformou a ilha de Cuba, mãe de grandes e portentosas tempestades.
Boa sorte, Ramón!

Algo não bate certo

Vou agora no comboio quase a chegar a Tomar, para ir visitar a família a Ferreira do Zêzere, passando por esta paisagem ribatejana plena de vegetação e pequenas vilas, com o céu completamente nublado, provavelmente até está frio lá fora, a ouvir música:

Moro num país tropical
Abençoado por Deus
E bonito por Natureza
Em Fevereiro, Fevereiro
Tem Carnaval, tem Carnaval...

Para logo de seguida continuar com:

Tomo um Guaraná
Um suco de caju
Goiabada para sobremesa

À beira da declaração de falência da CML

O vereador pelo PSD, Fernando Negrão, veio dizer que "O PSD disse, desde o início, que o pedido de saneamento financeiro, nos termos em que foi formulado pelo doutor António Costa, era contrário à lei elaborada pelo mesmo doutor António Costa enquanto ministro da Administração Interna".

Vá lá, pelo menos desta o PSD parece não ter perdido a oportunidade para fazer alguma oposição.

Por seu lado, António Costa decidiu ainda convocar uma reunião extraordinária da Câmara Municipal de Lisboa para quinta-feira, às 15:00, para analisar a situação.

Em declarações à RTP, o autarca referiu que a Câmara tem uma dívida de curto prazo de 300 milhões de euros que é preciso saldar.

Em resposta à pergunta do jornalista, o autarca referiu ainda que não tenciona demitir-se do cargo.


Vamos esperar para ver o que sai daqui. Pelo andar da carruagem não vão haver dívidas saldadas para ninguém. Atalhem já caminho e declarem a falência. E já agora como as privatizações de empresas públicas estão na moda, podiam abrir um precedente e privatizar também a CML, talvez assim funcione. Difícil será encontrar accionistas.

Explicações demagógico-xuxialistas sobre o "tabu" da recandidatura de Sócrates

"Rigor democrático" foi a explicação de José Lello para o "tabu" e "respeito pelos militantes" a de Renato Sampaio. Contudo, essa não é a única justificação para a resposta de Sócrates na SIC.

Um outro dirigente do partido avançou ao DN razões ligadas ao que o primeiro-ministro pretendia da entrevista . "Não queria dar novidades, apenas explicar, explicar, explicar", acrescentou. "Se dissesse que era recandidato a primeiro-ministro isso abafaria tudo o resto".

Há, no entanto, quem tenha decidido alimentar o tabu. Foi o caso de Vitalino Canas, porta-voz do PS. Ouvido pela Lusa, Vitalino disse que o líder do partido "gere o seu próprio calendário". "Não faço comentários complementares às palavras do secretário-geral do PS", acrescentou, afirmando ainda que a definição se fará quando se "revelar necessária".

Quem não acredita no cenário de não recandidatura é Mota Andrade. Deputado e líder do PS de Bragança, Mota Andrade integrou desde o início a facção socialista que levou Sócrates à liderança. "Não acredito na hipótese de ele não se recandidatar. Espero e desejo que volte a candidatar-se", afirmou o dirigente. Segundo acrescentou, "certos meios" iriam concluir que não há nem "debate nem disputa no PS" se Sócrates tivesse já anunciado a recandidatura.

Sobre o discurso...perdão, entrevista de Sócrates

«Talvez porque houve um acordo prévio entre a SIC, o Expresso e o primeiro-ministro, ninguém se atreveu a mencionar assuntos tão prosaicos como desigualdade, inflação, salários reais, pensões de reforma, justiça, administração central e local, corrupção, autoritarismo e por aí fora. Nem a pronunciar o irritante nome de Manuel Alegre. A SIC e Sócrates trataram o país como um comício do PS. Isto é, com segurança e com desprezo.» (Vasco Pulido Valente in Público) (via Portugal dos Pequeninos)

"Até Mário Crespo se engasgou ao explicar a presença do politólogo André Freire no seu "Jornal" para comentar, saiu-lhe, "a comunicação, o discurso... a entrevista" de Sócrates. Este lapso freudiano de Crespo acaba por dar o nome real da coisa: comunicação, discurso e não entrevista. Os seus dois tristes colegas apenas fizeram de paus de cabeleira. Comprometidos como os originais."
(novamente via Portugal dos Pequeninos, pelo João Gonçalves)

As promessas são para cumprir

CML: Tribunal de Contas chumba empréstimo para pagamento de dívidas

António Costa prometeu e está a cumprir, tal como mostra o cartaz que o nosso Paulo Cardoso elaborou por altura das eleições para a CML, publicado originalmente n'O Coliseu:

Demagogia de algibeira

"Desmantelo o Estado em seis meses "e "não fecho nenhum serviço público na próxima legislatura" ( Luís F. Menezes). (via Mar Salgado. Foto roubada aos cachimbeiros)

Ó pra eles tão contentes


Sérvios protestam contra a independência do Kosovo e as forças da NATO já foram obrigadas a intervir. Ver aqui e aqui.

Porque é que eu não tenho uma petrolífera?

Oil closes above $100 for first time

Isto como se já não bastasse a turbulência financeira despoletada pelo mercado imobiliário subprime norte-americano e a especulação sem justificação que tem elevado os preços do petróleo a um nível para lá do razoável, numa altura em que em termos relativos existem mais reservas de petróleo do que aquando do choque petrolífero de 73!

Parece que até já estou a ver nos próximos dias as gasolineiras em Portugal a aumentarem preços novamente.

Eu cá proponho que o Ocidente se una e acabe com o cartel da OPEP. Para começar podemos invadir e tornar a Venezuela e o Irão protectorados internacionais, que é da maneira que também acabamos de vez com a ideia de soberania vestefaliana estato-cêntrica.

A lei do mais forte impera no sistema internacional e como tal o Ocidente não se pode continuar a vergar à vontade de ditadorzinhos excêntricos e fanáticos muçulmanos. Chamem-me americanista ou seja lá o que for, mas a continuar assim isto só tem tendência a piorar.

Mas como quem dá uma no cravo e outra na ferradura, também reconheço que a outra alternativa é enveredarmos a sério pelas energias alternativas. Recordo-me de uma conferência com Viriato Soromenho Marques onde esse dizia acreditar que ainda iremos ver as grandes petrolíferas a competir no mercado das energias e combustíveis alternativos.

Vá escolham lá uma das alternativas...

Hasta...la vista Fidel!

Será que foi depois de ter visto isto de que já aqui falei:

display: inline

Estive desde a 1h da manhã até agora às voltas com a questão das imagens que estavam sobrepostas ao texto em dois posts.

Nos últimos dias tenho aprendido a manipular cada vez mais os templates do blogger, e depois de ter ajustado no código a linha que aparece nos intervalos entre os posts, a distância dessa ao texto, e distância da linha com o nome do autor do post ao texto e a essa linha, bem como removido imagens de fundo e ajustado cores, tudo isto em código, senti-me agora simultaneamente feliz e burro: era só colocar isto em post-body: "display: inline;".

Agora o que poderá acontecer em Internet Explorer é que os textos não aparecem mesmo bem alinhados, ou seja, justificados, o que não acontece em Firefox, mas de qualquer das formas lê-se bem e já não há o problema das imagens que estavam em "float drop". Desde que saiu o Firefox que o tenho sempre preferido ao Internet Explorer, mesmo o 7, que mais uma vez se prova, está cheio de bugs. Não que queira influenciar ninguém, mas acreditem que o Firefox é bem melhor.

Por último quero ainda apresentar as minhas desculpas a todos os leitores que se depararam com esta situação no Internet Explorer.

Bom, já só falta arranjarmos um cabeçalho e um logotipo. Mas por agora, "the show must go on!"

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Problemas de visualização do blog

Como alguns já devem ter reparado estamos com um problema na visualização de posts com imagens no Internet Explorer, o que não acontece no Firefox. Pedindo desde já desculpa pelo incómodo, tentaremos resolver isto o mais brevemente possível.

O "Jornalismo" e as "Relações Internacionais"

Ou a visão turvada, a falta de densidade e a santa ignorância, aqui.

"The proliferation of small states since the fall of communism has made Europe more stable and democratic, from Estonia to Macedonia. A sovereign Kosovo, which follows the entry of even tinier Montenegro into the club of nations, can be a force for good in the region and in the wider Europe"

"Serbian lobbyists portray the Kosovars as Muslim terrorists"

"With no troops or permanent interests on the ground, however, Moscow may be happy merely to score political points against the West—and then, as usual, abandon the Serbs to their fate"

"Serbia is the sole former Yugoslav state that is not on track to integrate with the West. Responsible for and unapologetic about so much bloodletting in the 1990s, it doesn't seem to realize that history has moved on"

Pufff...

Eu recebi a Declaração Unilateral de Independência do Kosovo no e-mail!!

Hi everyone, Just wanted to thank all countries that made this dream come true.We are very happy for declaring the independece and we hope that other states like Albania, US, Frace, UK etc will recognise it as soon as possible. Again, Thank you all for your support.
Regards, D_____ from Kosova

Não resisti

Bem que coloquei no post abaixo o link para o post do Ricardo Brilhante, mas não resisti a deixar aqui a imagem da sede de campanha de Obama em Houston. Parece que já estou a ver a esquerdalhada a ter espasmos de alegria. Ora pode ser que agora camarada Obama já não pareça tão atraente para os conservadores. Sem mais, cá vai:

Sugestões de leitura