quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Outro devaneio chavista

Hugo Chávez e Daniel Ortega, propuseram criar uma espécie de NATO ou Pacto de Varsóvia da Alternativa Bolivariana para las Américas, da qual também fazem parte Cuba, Bolívia e República Dominicana.

Pretendem criar um sistema de defesa que articule as forças armadas dos Estados-membros para responder a um eventual ataque ou ameaça por parte dos Estados Unidos. Certamente que por Washington estão já a planear alocar recursos contra esta nova "ameaça".

Ironias à parte, o que é certo é que a cada dia que passa Chávez lá vai avançando com a integração regional em consonância com o ideal bolivariano. Pese a ameaça física e material, a ameaça ideológica é também de temer para os Estados Unidos. Se a guerra do Vietname foi travada por temerem o efeito dominó da ideologia comunista para os restantes países na região, como revela Robert McNamara no documentário The Fog of War, talvez se devam preocupar com a paulatina, mas crescente, concretização deste efeito no seu "quintal".

Educação em Portugal

Fui linkado por José Carrancudo, professor, que tem um interessante blog sobre a educação em Portugal.

A ler

Já que falamos de terrorismo, a Foreign Policy tem este mês um interessante artigo sobre bombistas suicidas - Suicide Bombers: Warriors of the Middle Class.

Terrorismo contemporâneo

Para além de ter recebido por e-mail esta história, fiquei recentemente a conhecer Jeff Dunham, ventríloquo, pelo que aqui deixo um vídeo de morrer a rir do príncipio ao fim, politicamente incorrectíssimo, cujo personagem principal é Achmed the Dead Terrorist. De notar que no Youtube já foi visto por quase 29 milhões de pessoas.

Não aconselhável a muçulmanos, judeus, católicos "beatos", potenciais suicidas, fãs de Michael Jackson e apoiantes de Bill Clinton e Bush.



Momento Tango

Depois da sugestão do Alexandre aqui deixo mais um excelente clip de tango, excerto do filme "Take the lead". Com um par daqueles até os meus pés de chumbo bateriam os do Banderas aos pontos. Ou não.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Arte da socratiofilia

É incrível como José Sócrates consegue transformar o debate quinzenal entre governo e oposição num debate de vaidades e acusações, esquivando-se às perguntas e debate de ideias sobre o estado da nação com ataques pessoais e clichés demagógicos.

É triste ver um debate entre Sócrates, Portas e Santana, esses cúmulos da arrogância, essas inteligências altamente colocadas em tábua de carroça, esses politiqueiros que não sabem o que é ter sentido de Estado, o que é servir a causa pública. Onde é que estão os verdadeiros políticos estadistas dignos dessa classificação e profissão?

Certamente não estão na Assembleia da República, onde para além destes e mais alguns deputados (Louçã, Jerónimo e pouco mais), os restantes parecem divertir-se a assistir a esta espécie de circo, obedecendo ao "chefe" e aplaudindo.

Com duas horas de sono...

...depois de um dia que começou mal, a acordar às 8h, com frequência às 8:30. Atrasado, apanhei um táxi, depois de ir dos Anjos até ao topo da Estefânia à procura de um. Acabo por apanhar um táxi com um senhor já com alguma idade, a quem solicitei que seguisse o mais rápido possível. Nunca passou dos 60 km/h, mesmo no Viaduto Eng.º Duarte Pacheco, o que obviamente ainda me irritou mais.

Enfim, pelo meio deste dia consta por aí como acontecimento importantíssimo a mini-remodelação governamental, com a saída de Correia de Campos e Isabel Pires de Lima, substituídos por Ana Jorge e José António Pinto Ribeiro, nas pastas da Saúde e Cultura respectivamente, enquanto também o Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais João Amaral Tomaz deixa vago o lugar que agora será ocupado por Carlos Manuel Baptista Lobo, advogado e assistente da Faculdade de Direito de Lisboa, que continua a ser uma espécie de grand école do regime.

Não me vou pôr com extensas análises ou comentários a esta remodelação ou especulação sobre pedidos de saída ou opções de Sócrates e afins considerações, até porque muito já se tem dito por vários blogs. Noto apenas que concordo plenamente com o Pedro Marques Lopes, e cá estaremos para ver o que vai acontecer nas legislativas de 2009.

Noto ainda que talvez esta remodelação tenha ficado aquém das expectativas de muitos, que anseiam pela saída de Mário Lino ou Manuel Pinho. Quanto a Mário Lino, é de admirar a forma como soube ultrapassar até agora a questão do aeroporto, depois de ter proferido algumas das frases mais desastrosas deste governo, assim à laia de um Renan Calheiros, ex-Presidente do Senado Brasileiro, que envolvido em escândalos de corrupção soube manipular o Senado para o absolver e ainda aguentou uma pressão brutal por parte dos meios de comunicação social e da sociedade em geral. Esta coisa de provar do poder é de facto inebriante e viciante, seja aqui seja onde for.

Noutro registo, quanto à queda do F-16, o Diplomata tem uma interessante nota.

Já que falamos de aviões, de notar também que um ONG britânica veio afirmar a ajuda de Portugal à CIA na transferência de 700 prisioneiros para Guantanamo.

Ainda por cá, com a mini-remodelação governamental passou meio despercebida a abertura do Ano Judicial onde Marinho Pinto se apresentou novamente com um discurso de agressividade quanto à temática da corrupção, desta feita centrado sobre os grupos económicos que andam de mãos dadas com o Estado.

Lá fora, quanto às primárias norte-americanas naquele que é um dos estados decisivos, a Florida, por esta altura as sondagens da CNN dão Giuliani em terceiro lugar, enquanto McCain é projectado como vencedor, e Romney em 2.º lugar. Do lado dos democratas, espera-se que Hillary vença sem problemas, com Obama em 2.º lugar.

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Agradecimentos blogosféricos (15)

Desta feito um abraço ao António Luis Vicente e ao Francisco Camarate Campos pelo referência no novíssimo Codfish Waters!

Mas como ainda não estou satisfeito...

...deixo aqui mais um vídeo de um fantástico tango, depois dos que já havia deixado há uns tempos aqui, que despertaram a atenção d'O Diplomata.

Desta feita interpretado por Marika Rökk, a roçar o cómico e o acrobata, que fiquei a conhecer por intermédio de um conhecido Professor que julguei ser o autor de um anónimo blog que até está na coluna ali do lado esquerdo, mas que hoje me garantiu não se tratar da sua pessoa.

Aqui fica, retirado de Nachts im grünen Kakadu, de 1957.

A estas horas...

...deveria estar a dormir ou a estudar. Ninguém me mandou deixar a cadeira de Matemática de 1.º ano em atraso, que entretanto com a bolonhesa à portuguesa se transformou em 2 cadeiras, uma das quais de nome Introdução à Análise de Dados, na qual vou ser avaliado por frequência daqui a precisamente 5 horas. O que significa que tenho que me levantar daqui a 3 horas e meia. Que interessante.

Mas como não me apetece dormir nem estudar, fui para o Youtube à procura dos vídeos de 2 das minhas canções favoritas, ambas nas versões interpretadas pela Cher.

Aqui deixo The Shoop Shoop Song (Is it in his kiss) que ainda há uns meses atrás passei numa festa da faculdade e que toda a gente cantou e dançou, o que significa que os chamados "martelos" não conseguem suplantar certas músicas e clássicos (oldies, eighties, sixties, rock & roll ainda dão muitas cartas, conforme se prova em algumas discotecas da capital), e ainda Walking in Memphis. De salientar que Cher a preto e branco ganha um outro charme para além do normal, ainda para mais com Winona Ryder e Christina Ricci ao seu lado, no caso do primeiro vídeo.




No Prós e Contras de hoje

O paradigma da decadência anunciada de Portugal. Maus ordenados, contas e despesas elevadas, jovens descontentes...

E ainda o Eduardo Catroga a dizer que "se a empresa não lhe está a pagar bem, que vá procurar outra". Isto só revela o autismo de muitos dos que têm os bolsos cheios e que não vivem as dificuldades da maioria.

Esperem uns aninhos que vamos ver no que isto vai dar...

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Separados à nascença...

... ou, o passado secreto comunista da mãe de Manuel Pinho?





(Manuel Pinho vs. Cantor no Moskva, cruzador de mísseis da frota Russa do Mar Negro).
(foto (c) Paulo Soska Oliveira)

domingo, 27 de janeiro de 2008

Conversa com um xuxa

À conversa com um colega de faculdade, militante da JS, vogal numa junta de freguesia de Lisboa, afirmei que a personagem do século XIX que gostaria de ter seguido de perto era o Marechal Duque de Saldanha.

Pelo seu desprezo por pseudo-ideologias, por ter resolvido uma série de questões com golpes de estado, pela importância e influência que teve até à sua queda final com a Saldanhada, sem esquecer o importante apoio no cerco do Porto pelas tropas miguelistas, enfim, pela sua personalidade, irreverência e de certa forma alguma ironia e comicidade.

Diz-me o meu colega "Nem me digas isso. O Saldanha é como uma pessoa andar a dizer que é do PS, depois do PSD, novamente do PS, e consecutivamente".

Retorqui-lhe que PS e PSD, no que realmente interessa, são iguais, o que obviamente os militantes de ambos os partidos repudiam.

Mais tarde contei esta conversa ao Paulo que me disse: "É muito interessante isso vindo desse indivíduo, visto que ele foi da JSD, e como não teve sucesso lá dentro, virou para a JS".

Sem comentários.

Coitado do Júlio César

Na TVI, acabo de ouvir o pivot do telejornal em referência à candidatura de Carlos César à liderança do PS Açores: "E Júlio César vai candidatar-se à liderança do PS Açores".

Estejam mas é quietinhos

Alberto João Jardim veio dizer que está irritado com o clima conspiratório que se instalou no PSD, tendo ainda apelado aos militantes para se manterem calmos pelo menos até ao final do ano, mas o destaque desta peça do Público vai sem dúvida para estas afirmações:

"O Partido Socialista é a União Nacional do novo regime, estão lá tipos da extrema-esquerda à extrema-direita, eles não se importam com a ideologia de cada um. Querem é ter o poder a qualquer preço"

"Uma das razões para o atraso do país é não se ter feito atempadamente a regionalização do Continente"

"Qualquer dia não me admiraria que tivéssemos que dar satisfações ao Governo do senhor José Sócrates sobre a cor da nossa roupa interior", ironizou, observando que "tudo anda a ser regulamentado e dirigido pelo Estado".

E ainda a do líder do PSD Algarve, Mendes Bota: "Salazar tinha a PIDE, agora temos uma ASAE, uma polícia que persegue os cidadãos e uma máquina fiscal que persegue as pequenas e médias empresas"

De acordo em tudo.

Bastonário sem medo (2)

aqui tinha falado sobre esta nova novela iniciada por Marinho Pinto.

Para além de ter revelado que me apraz a coragem demonstrada por esse, embora ainda esteja expectante para ver no que vai dar, penso que o Bastonário da Ordem dos Advogados se arrisca a ter um maciço apoio popular.

Ainda há pouco tempo falava com alguém bastante bem colocado que me dizia conhecer e ser amigo de longa data de Marinho Pinto, que me disse que este não é um vulgar homem do sistema, o que o levava também a não compreender bem como tinha sido eleito.

Ontem quando falava com o Jorge Girão dizia-me também que este é um outsider.

Gostei da sua intervenção na Sic, revelando 3 casos sem nomear ninguém, mas dando características concretas dos casos. Irrita-me este clima de interrogatório por nomes e provas para o qual o Blasfémias alerta.

Faz-me lembrar os meus tempos de terrorista a nível de associativismo académico, ou seja, há 7 meses atrás, quando elaborava a minha carta de demissão, onde ao longo de 5 páginas nomeava pessoas e indicava situações escabrosas com as quais não podia mais compactuar. Na assembleia geral onde a apresentei, e onde quase vi a minha integridade física ameaçada, muitos me pediram provas.

Mas como em Portugal as coisas se passam e todos compactuam com pequenos actos de corrupção, sendo que provas é algo complicado de arranjar quanto a conversas e propostas verbais, respondi que provas obtêm-se em tribunal, e que estava disposto a ir para tribunal se quisessem levar o caso até ao fim.

Logo o silêncio atingiu os mesmos que me pediam provas, até porque logo de seguida comecei a referir testemunhas e que tinha fotografias de certas situações que indicava, mas, obviamente, só revelaria em tribunal.

Seguiu-se uma moção de censura que na seguinte assembleia geral foi chumbada, pois as pessoas em causa mobilizaram uma série de gente que só lá foi para votar, sem saber do que se tratava, à bela maneira das J's e partidocanalhocracia portuguesa.

Enfim, mas em relação a esta nova novela, vieram entretanto José Sócrates e Teixeira dos Santos demarcar-se das acusações e criticar quem acusa sem dar nomes. Em relação a Teixeira dos Santos, o Blasfémias tem um interessante post.

Gosto de Marinho Pinto. Revela a veia anarquista que há em todos os portugueses, aqueles que segundo um general Romano em carta a César Augusto revelava que "não se governam nem se deixam governar".

Aguardam-se cenas dos próximos episódios.

A ler

Geração Wikipédia

Não posso deixar de notar este preocupante artigo sobre o corta e cola da Wikipédia e da net para os trabalhos que estudantes do básico ao superior praticam.

Não é nada que toda a gente não soubesse já, mas só revela mais concretamente o estado a que a educação em Portugal está a chegar. Um dos casos é o de uma aluna que entregou um trabalho com muitas palavras em português do Brasil, o que, obviamente, a professora notou.

Mas desenganem-se os que julgam que apenas os alunos se socorrem destes métodos. O ano passado, 2.º ano da licenciatura, uma professora que de professora tinha muito pouco, chegou à sala afónica e pediu um voluntário para ler os seus apontamentos (processados em Word e impressos), que era a única coisa que ela fazia, lia e nós escrevíamos. Nesse dia não me apetecia escrever e lá me voluntariei. Quando comecei a ler os apontamentos, não é que estava tudo em português do Brasil? E a professora ainda me diz "ah isso são uns erros que o Word não me corrige".

Palavras para quê?

Não só o sistema educacional em Portugal se pauta pelo facilitismo e "calanzice" (este neologismo é devido à minha mãe), como a nível da academia cada vez mais se desvirtua o que essa deveria ser, não só pelos estudantes de baixo nível intelectual como pelos maus professores que parecem multiplicar-se, neste nivelar por baixo tão característico de um suposto regime igualitário e democrático.

Enfim, mais uma daquelas coisas em que a sociedade portuguesa é exímia, a chico-espertice.

sábado, 26 de janeiro de 2008

Russos confiantes

Não sei se é apenas confiança ou se poderá ser mesmo realidade, mas segundo o Ministro das Finanças, Aleksei L. Kudrin, a Rússia será uma ilha de estabilidade durante a crise económica que se avizinha, devido a possuir uma reserva de 478 biliões de dólares, a maior em termos de reservas per capita em todo o mundo, e aos poucos laços comerciais que tem com os Estados Unidos.

A ler o artigo do NY Times.

A festa da democracia

Acabo de ver na RTP2 José Sócrates a entrar na praça de touros de Évora assobiado e apupado por membros da CGTP, a dizer aos jornalistas que "já há 3 anos que me assobiam onde quer que vá, isto é a festa da democracia".

Como eu gosto de xuxas e xuxialismos, e as suas tipícas afirmações demagógicas.

Delicioso

Este post do Pedro Arroja, sobre juristas e vocabulário jurídico em Portugal, de onde destaco:

"They seem to feel great about big words while the common people feel a little down when they hear such expressions they do not understand. It so happens with the term arguido. Being arguido in this country is a sign of social distinction. Actually, ministers, secretaries of state, presidents of political parties and soccer teams, CEO´s of important corporations, mayors of large cities, all of them have been arguidos. Even the prime-minister has been arguido. As the Portuguese love to be in company of powerful people, it is not surprising that everybody here would secretely like to be arguido."

Bastonário sem medo

Depois de o novo bastonário da Ordem dos Advogados, Marinho Pinto, ter afirmado que há indivíduos em altos cargos do Estado que cometem crimes impunemente, vem o Procurador-geral da República (esse tal das escutas e da corrupção do cafézinho) ordenar um inquérito às suas afirmações, o que é da praxe, e vem ainda o CDS/PP solicitar uma audição parlamentar ao bastonário.

No meio disto, o que me apraz é verificar a coragem (será?) de Marinho Pinto que se prontificou a apresentar-se na Assembleia da República, sugerindo ainda a formação de uma comissão de inquérito, justificada pelas considerações graves que faz. Estaremos perante um possível escândalo? Irá o bastonário levar esta guerra por si iniciada até ao fim? Ou cairá esta questão no oblivío, como de resto é normal?

Confiança dos Portugueses

A Gallup fez uma sondagem onde determinou que os portugueses têm mais confiança em professores e, em segundo lugar, intelectuais, para assumir a liderança do país, aparecendo os políticos em último lugar.

Não surpreendentemente os resultados são semelhantes para os restantes países da Europa Ocidental. Não é novidade para ninguém a crise das lideranças políticas, hoje em dia indíviduos medianos sem grande brio, que assumem apenas as tarefas de administração de sistemas praticamente auto-geridos.

Claro que os professores não podiam deixar passar esta oportunidade em branco, e fazem muito bem.

Porém, ainda há tempos andava aí toda a gente a falar mal dos professores e das escolas públicas, que são uma vergonha nos rankings etc e tal. Memória curta ou simples incongruências dos tempos que correm?

Arquivado

O inquérito motivado por uma queixa de José Sócrates contra António Balbino Caldeira foi arquivado.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

O Partiiiiido

Depois do Paulo (para facilitar, por Paulo refiro-me ao Cardoso, para me referir ao Soska Oliveira, referir-me-ei apenas ao Soska), me ter falado deste episódio de "A Luta Continua", fui à procura, e aqui deixo, em jeito de pausa das coisas sérias. Atentem no sketch do minuto 5:20 até 5:55. Já não me consigo conter com tanto riso.

Welcome to Big Brother

Pergunto-me, até que ponto será legal, ou até mesmo legítimo, a colocação de câmaras de vigilância em diversos pontos de uma faculdade pública?

Alguém me sabe responder?

Agradecimentos blogosféricos (14)

Desta feita, um abraço ao Luís Novaes Tito e à sua Barbearia.

Estratégia no "quintal" da Europa

Não pretendendo ser de todo depreciativo com a expressão "quintal" da Europa, (é porém adequada em relação à região onde se insere o Kosovo tal como o é para a América Latina em relação aos EUA), venho desta feita constatar o interessante jogo estratégico no qual a questão da independência do Kosovo está envolvida, onde, conforme constata o Público:

"A declaração unilateral de independência por parte do governo de Pristina (onde a minoria sérvia não está representada) já recebeu o aval implícito da União Europeia e dos EUA depois do fracasso das negociações entre albaneses e sérvios, confirmado no final de 2007. Contudo, a iniciativa continua a merecer a firme oposição da Sérvia, que conta com o apoio da Rússia, apesar das contrapartidas já oferecidas por Bruxelas."

P.S. - É neste tipo de jogos que os modelos da Teoria dos Jogos têm um potencial de explicação que ultrapassa o interpretativismo, partindo da acepção de que se encara o Estado numa lógica de actor racional e unitário. Seria necessário pegar num modelo já existente, adaptá-lo ao jogo em análise, colocar as diversas variáveis e calcular os vários resultados possíveis e probabilidades de serem alcançados.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Vá-se lá saber porquê

BCP: PS não vê necessidade de inquérito, e também o PSD ficou mudo perante a proposta do CDS/PP, apoiada pelo BE.

Mais uma vez se vê que os extremos tocam-se com uma frequência significativa, o que neste caso se justifica porque também se verifica mais uma vez a teoria do bloco central, em que o centrão arroga-se de manter os altos cargos e negócios para si, excluindo os outros sempre que possível, para depois poder chamá-los à colação em matérias de cariz acessório (exemplo: despenalização do aborto) com vista a dar um arzinho democrático à coisa.

Sarkozy não quer publicidade na TV do Estado

Que boa ideia esta, que já valeu a Sarkozy a comparação a Berlusconi.

Por cá a televisão estatal enche-se de anúncios comerciais, o que me faz pensar se a privatização não seria o melhor caminho. É que continuarmos a pagar impostos para ver anúncios a metro numa estação televisiva que se quer e proclama de suposto serviço público...